sexta-feira, 4 de maio de 2018

DOS DIAS SEM DOCE!



No começo desse ano quando me propus a mudar de vida e buscar ser mais saudável e me libertar do habito de comer doces, evitar o açúcar, foi um pulo, um salto bem alto dentro da minha realidade, como no texto que escrevi aqui, após estar ja alguns dias sem comer doces e sem consumir adoçantes de nenhuma especie.
No geral eu fiquei 70 dias sem doce, nenhum tipo, foi difícil a principio mas depois eu levei super de boa, por isso bato na tecla que antes de trabalhar qualquer coisa no corpo a gente tem que começar pela mente!
Como eu ia dizendo foram 70 dias renunciando a qualquer tentação que me aparecia, até porque como eu sempre fui a louca dos doces qualquer bala fazia meu olho brilhar, até que eu comecei a perceber que esse tipo de guloseima começou a ficar indiferente aos meus olhos, mas eu precisava testar o meu paladar!
Então 70 dias depois logo após a prova de triatlon do meu marido nos reunimos com uma galera e fomos almoçar todos juntos, e então eu decidi que ia comer a famosa sobremesa local, uma torta de maça com uma bola de sorvete de creme.
ESSA É EXATAMENTE A TORTA!

Eu estava bem comigo mesmo, e me sentia no direito de comer essa sobremesa, então fiz o pedido, e olha que a danada era bem grandinha, a torta tinha uns 10 cm e vieram duas bolas de sorvete de creme. eu falei pro meu marido não pedir uma pra ele que ia dividir a minha com ele, ja que eu ia ''jacar'' que eu pelo menos não comesse a jaca inteira né!
Confesso que assim que a sobremesa chegou eu não senti aquela alegriazinha que eu sempre sentia quando eu via um doce, apenas olhei normal. Se é que me entendem!
Então cortei a torta no meio e a comi com uma bola de sorvete, deixando a outra metade e a outra bola para meu marido, e querem saber de verdade verdadeira o que senti naquele momento???
O primeiro pensamento que me veio foi ''não valeu a pena''!
Não valeu a pena eu ter comido, primeiro porque eu acho que a torta não era assim tão boa, pelo menos para mim, não vi nada demais que merecesse a possibilidade de um repeteco, segundo acho que eu não estava com tanta vontade assim de um doce, então vi naquele momento que se eu não tivesse comido seria a mesma coisa. Não senti aquela satisfação que o doce sempre me trazia!
Não me senti culpada nem nada do tipo, apenas foi indiferente.
E ai no fim me senti livre! Livre de uma vontade que eu jamais imaginei que pudesse ficar.
Pois bem veio a pascoa e esse ano eu não ganhei nenhum ovo, o único chocolate que comi foi uma nha benta da kopenhagem e so...e querem saber nenhum frenesi, nada, foi tipo normal!!

Eu achei que quando eu comece um doce novamente, que eu ia ficar tipo: Oh meu Deus como é bom! Oh meu Deus não posso viver sem isso! Oh meu Deus isso é a melhor coisa do mundo! Mas sabe eu não  senti nada.
No retorno com a nutri menos 7 quilos, hoje ja menos 2, totalizando 9 quilos, e vamos seguindo rumo a meta.
No feriado do dia 01/05 eu fui dar uma volta no shopping e la abriu um quiosque do tal sorvete tailandês, esse eu quis parar para tomar um, ver como é, e querem saber foi bom, foi gostoso, foi normal!
De repente me sinto como eu tivesse ficado normal, sem aquela ansiedade louca, e olha que ansiedade tem sido meu nome e sobrenome com a proximidade da prova Iron Man do meu marido agora no fim do mês.
Mas mesmo assim, tenho conseguido manter meu foco, e aprendi a dosar as coisas, mas o fato de conseguir me libertar do açúcar desta forma como tenho seguido tem me dado uma sensação de cura. E acho que deve ser a mesma sensação que um usuário de drogas sente quando se vê livre de verdade do vicio!
É uma sensação de liberdade e paz!
Uma sensação unica, capaz de mudar o dia da gente!
Me sinto bem, me sinto em paz pela primeira vez em passar em frente a uma vitrine de cafeteria ver todos aqueles bolos e não sentir uma compulsão enorme...

Ver as pessoas comendo suas sobremesas dividindo a mesma mesa comigo e eu tomando minha agua ou meu cafezinho.
Me sinto diferentemente bem!!
Então pra vocês bjucas soOonhadoras e diferentemente boas!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque as pessoas sempre esperam uma reação negativa?

O titulo desse post foi a pergunta que me fiz por muitos dias e eu não consegui chegar a uma conclusão, o porque dessa pergunta eu conto a seguir:

O meu trabalho fica em uma rua de sentido único, embora seja uma rua curta, mas a que antecede ela é bem longa e por ela ser a via principal de acesso a alguns locais e bairros específicos o trafego nela é abundante o dia todo mas no horário da manhã, almoço e fim de dia, são os mais extremos, portanto dar a ré com o carro se torna algo muito estressante, porque os carros que vem nesse sentido estão sempre correndo, uma velocidade desnecessária ao meu ver ja que a rua é muito estreita e possui alguns pontos de estacionamento o que deixa ela ainda mais estreita.
Acontece que quase sempre ao dar a ré para sair, dificilmente olho a minha direita, uma por saber que a via é de sentido único, e outra porque se eu precisar parar por alguns minutos entre a calçada e a rua a fim de ter espaço suficiente para a manobra até eu sair se houver algum pedestre ele pode passar pela frente do carro ( o que convenhamos é o correto a fazer se vemos um automóvel dando a ré, temos que dar a volta pela frente e nunca por trás correto?).
Acontece que dia desses eu nessa missão de conseguir dar a ré com meu carro, devido ao fluxo precisei parar até que fosse seguro continuar, e nesse dia como em todos os outros isso é coisa que leva uns minutos, e quando eu digo leva minutos é minutos mesmo, coisa de 3 a 7 , porque eu juro, ja marquei. É que a oportunidade sempre aparece quando o semáforo que antecede a minha rua  que fica a uns 400 metros antes dela fecha, e ai consigo fazer a manobra, porque o fluxo diminui.
Bem voltando, estava eu dando ré e tive que parar, e fiquei olhando o tempo todo para a esquerda, de onde vem o fluxo, aguardando o melhor momento para a saída, ao que escuto um ''bum'', percebi que o barulho veio da frente do carro, voltei o rosto e vi um rapaz passando pela frente do meu carro, com uma cara feia e me pareceu muito bravo, com certeza ele deu tapa no capô, e nesse milésimo de segundo eu percebi porque ele estava bravo, e falando : ''precisa olhar pro outro lado'', ele queria passar pela calçada e eu estava meio em cima meio fora, então abri meu vidro, coloquei um sorriso sem graça no meu rosto, e disse:
''mil perdões, eu não queria te atrapalhar, você tem razão eu deveria ter olhado, é que fico tão atenta por uma oportunidade de conseguir sair com o carro e como eles só vem de la(apontei na direção) me esqueço que de cá(apontei na direção) pode vir pedestre, desculpe mesmo de verdade!''
A surpresa no rosto dele foi visível, naquele momento percebi que ele não esperava que eu assumisse ''meu erro'', e muito menos fosse educada, e quando eu fui com ele o peguei desprevenido, ele então me sorriu e respondeu: ''não, tudo bem!!''.
E acho que ele percebeu que como ele passou pela frente do carro e estava tudo bem porque de fato eu não tinha atrapalhado o caminho dele, a unica coisa foi que em vez de passar pela calçada ele passou um pouco acima pela frente do meu carro, e isso não mudou e nem prejudicou ele em nada.
Mas o que deixou mesmo sem compreender foi ver que ele esperava de mim um outro tipo de reação, e confesso que era bem provável eu ja ''descer do salto'', mas não sei  o que me deu, foi um misto de serenidade e compreensão, onde consegui me desculpar por estar errada, embora eu ache que eu não estava, mas enfim.
Sera que ha tanta gente mais maldosa ou estupida que as legais surpreendem???
Fica aqui a questão!

Bjucas soOonhadoras e cheias de interrogações pra vocês!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Na contagem regressiva para a grande prova de triatlon.

Pois é contagem regressiva....quando tudo começou em maio do ano passado após a inscrição pro Iron parecia um longo tempo a ser percorrido, afinal teríamos um ano pela frente.
Bem, hoje temos pouco mais de 30 dias.
Estou tentando não ficar ansiosa, é uma parte delicada do processo, é como mexer em ovos de cristal, todo cuidado é necessário e não é pouco.

Dia 25 de março, houve a Toughman em Paulínia, uma prova dura, com um tempo bem quente.
meu Triatleta fez a prova em 5:17 hrs, para um amador foi um tempo fantástico.

Saiu bem, super inteiro e ainda teve pique para se reunir com os amigos pra um almoço de comemoração.
Foi bem bacana pois pela primeira vez a mãe dele pode estar presente junto com a irmã e viver de perto um pouco da emoção que vivo em cada uma dessas provas e poder dar a ele o abraço no fim, eu tenho certeza que pra ele foi muito importante.
Agora estamos no processo de treinos extensos finais, treinos de bike longos e fins de semana exaustivos.
Na contagem regressiva mesmo
Nesse meio tempo tive que ser forte suficiente para manter o relacionamento que inevitavelmente sofre muito com tudo isso, foi preciso paciência e também aproveitar cada migalha que me era  dado.
Como trabalhamos juntos, e estávamos sempre juntos pra tudo, por 24 horas por dia, não te-lo como sempre foi difícil até porque muitas pessoas podem achar esse tipo de relacionamento sufocante, mas eu acho especial, além de  marido e mulher, somos melhores amigos e parceiros, e quando eu fiquei sem um nesse meio tempo, na verdade fiquei sem todos....Mas crise vencida com um pouco de sabedoria e paciência estamos aqui rumo ao Iron em Maio.
Até la ha muitas emoções!!!

Bjucas intensas pra vocês.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma visitinha especial.

Ha uns meses mudei meu endereço de trabalho em busca de uma melhor qualidade de vida e facilidades, trabalho no bairro onde moro a 600 metros da minha casa.
Então fora toda aquela rotina tão habitual dos bairros que nada se parecem com centro da cidade, além da possibilidade de andar de a pé até minha casa para almoço e retorno no trajeto fiz varias novas amizades, e eu não estou falando de gente.
Tenho minha filhota de 4 patas e essa mudança de local também me proporciona varias vezes que eu possa traze-la a ficar algum período comigo ou pela manha ou pela tarde.
Mas eis que outro dia estava com a porta aberta recebendo um cliente e de repente vi um rabinho branco entrando pela porta, roçando pela parede e chegando ate minhas pernas embaixo da minha mesa.
Fiquei encantada com bichano branco que viu aqui uma oportunidade de fazer novos amigos.
Ele entrou, estou escrevendo ele mas não fui verificar os documentos para ter certeza, só para constar ne, vai que qualquer dia descubro que se trata de ser uma menina, mas enfim, ele entrou deu uma boa xeretada pelo ambiente, viu a cadeira  e não teve reservas, apenas subiu e ficou aqui num longo e gostoso cochilo por horas, pois ele chegou bem de manha por volta de umas 9 horas e so foi embora após as 13.
Não me deu trabalho nenhum, e ficou aqui de companhia comigo, como a cadeira é bem na frente da minha mesa as vezes eu dava uma espichadinha e ja era possível ver a bolota branca nos braços de Morfeu sem nenhuma cerimonia.
Depois quando ele acordou oferecemos água, o que ele não recusou e apos beber o suficiente para se hidratar, deu uma volta por nossas pernas e voltou para sua casa, que segundo meu marido fica a uns 50 metros daqui na mesma rua.
E hoje estava eu aqui tranquila e eis que o branquelinho deu o ar da sua graça de novo, e nesse momento que escrevo ele esta ali ja na sua cadeira cativa, como da outra vez, ele entrou e se aconchegou, porem hoje deu um passeio bem maior pelo escritório todo, deduzi que ele estava em busca de algo, lhe ofereci água, e ele bebeu muita estava com sede,  depois veio aqui pra sua cadeira, sim porque agora a cadeira ja é dele e nos braços de Morfeu se entregou novamente....As vezes por essas pequenas coisas de convívio com animais me sinto plenamente abençoada, ainda mais num dia tão apagadinho como o meu estava!!
Deem uma olhada nessa gracinha e me digam o que acham???



essas 3 primeiras foi da primeira visita e esta abaixo é de hoje!


bjucas soOonhadoras e tão cheias de paz como essa soneca.


quarta-feira, 21 de março de 2018

Esposa de triatleta!



Se me perguntam se faz tempo que meu marido é triatleta ja trato logo de dizer que não, essa foi uma nova etapa que ele iniciou ano passado em janeiro, de uma vida de corridas, ele decidiu que três maratonas ja haviam servido para ele viver todas as experiências na área da corrida e achou que era o momento de buscar mais e foi ai que tudo na nossa vida mudou.

Olha eu não quero aqui menosprezar os atletas profissionais, pois sei que eles treinam por horas e meses em busca de resultados surpreendentes afim de conquistar provas famosas e participar de grandes competições como olimpíadas por exemplo, porém os profissionais, vivem disso, é o tal do útil ao agradável entendem, eles trabalham com o treino e ganham pra isso, tem patrocínios, enfim, é uma realidade bem oposta dos amadores e por conviver com um desde do inicio sei bem das dificuldades que vem com toda essa mudança.
Os amadores são na maioria das vezes além de triatletas, médicos, mecânicos, advogados, professores, empresários, dentre tantas outras profissões existentes nesse mundo.

Então isso significa que além de dar conta dos treinos, eles tem que dar conta da vida profissional deles também,e por mais esforçados que sejam uma coisa sempre mexe com a outra não tem jeito, não tem saída, é bem complicado manter tudo funcionando 100%. E quando esse triatleta que também exerce uma segunda profissão que é a que garante o sustento do esporte dele também tem filhos e esposa?
Bem ai é que a coisa pega minha gente.
Porque o cara se desdobra, na verdade ele tenta, mas ha algo que sempre fica na espera, e geralmente somos nós as esposas,  portanto é preciso muita, mais muita paciência e admiração do parceiro para que as coisas fluam.
Quando se inicia o treinamento para uma das maiores provas existentes no triátlon como um Iron Man, é necessário todas as pessoas que convive com esse atleta diretamente saber que:
- O treinamento é longo, ou seja, começa uns quatro meses antes da prova e na maioria só tem um dia off na semana, isso no inicio.
- O treinamento se potencializa quando fica mais próximo da prova ainda, o que ja tomava conta de parte do dia dos treinos de bike em circuitos longos, acabam sendo mais longos.
- Adeus vida social, não estou dizendo que não da para ir em uma festinha ou outra, mas saiba que o atleta precisa sempre dormir cedo, todo dia, porque ha sempre treinos no dia seguinte, então é provável que certos eventos mesmo que familiares passem batidos.
- Apoio emocional é imprescindível, dos filhos, esposas, pais e até mesmo das namoradas.
- Investimento financeiro alto, por mais que se adquira coisas de segunda mão, tem um preço elevado.
- Cansaço é a palavra de ordem, desanimo nunca!
-A vida conjugal marido e mulher é muito abalada se a esposa for do tipo que não pratica nenhuma atividade física, eu digo isso, porque quando a esposa esta envolvida em alguma atividade física, que seja uma simples academia, ela também vai ter os dias de treinos, e então mesmo que sinta alguma ausência, vai ser menor do que aquela que no caso não faz nada do tipo. E agregando esse ponto pelo excesso de treino, é necessário algumas vezes ter que literalmente agendar um momento para os dois, nem sempre funciona, mas quando funciona é bem legal!
- Lesões, baterias de exames, remédios, fisioterapias, RPG, entre tantas outras coisas, sim faz parte da maioria da vida de triatletas, alias de qualquer atleta em qualquer especialidade.
- Nem sempre vai ter companhia pra dividir aquela cerveja e aquele vinho.

Acho que são esse alguns pontos. Mas o que eu quero mesmo salientar aqui, é que por exatamente os amadores ter todas essas divergências , que é exatamente por isso que eu admiro os amadores, é por eles estarem sempre tendo que se dividirem entre todas as outras tarefas de suas vidas, e ainda assim dar o seu melhor nos treinos, fazerem boas provas, e na maioria não é nem buscar um tempo mega power, mas simplesmente conseguir começar e terminar sem ''quebrar'', cruzar a linha de chegada e ter a resposta daquilo que eles  tanto buscaram, e ver cada coisa que foi sacrificada nesse meio do caminho que foi a força para que eles chegassem até ali. Eles não ganham podium, mas a satisfação de que cada vez que tiveram que acordar as 4:30 da manha obtiveram em resposta ali naquele momento, conseguindo finalizar uma prova inteiros sem nenhum contratempo físico.


Para as mães, esposas, ou namoradas que acompanham seus triatletas, é ver cada nova ruga aparecer e mesmo assim dizer para eles que estão ''inteirão'', é ver eles com marcas nas pernas por ter queimado nos treinos embaixo do sol por usarem a bermuda de ciclismo e não ter vergonha de ficar ao lado deles no clube, enquanto eles aproveitam meio período no sol pra ver se conseguem tirar o efeito napolitano.
É estar com a comida certa e regrada quando eles chegam varados de fome de um longão, é fazer massagens nos pés, passar pomadas pra dor, é ficar sempre pensando se a comida que ele ingeriu se foi suficiente pra repor o que gastou, é discordar da nutricionista e achar que a dieta ta fraca, procurando um melhor profissional. É tomar conta de tudo, para que eles tenham uma coisa a menos para se preocupar.
É passar a ser mãe e pai  ao mesmo tempo pros filhos, é aprender a tomar resoluções sozinhas, para poupar um gasto de energia seja ela qual for. É se anular, inúmeras vezes, aprender a dormir cedo, ter paciência na roda dos colegas que estão em treinamento com ele pois quando se juntam é só sobre a prova que tem assunto. É pesquisar circuito das provas, e verificar junto a ele o tempo aproximado de cada etapa para cronometrar cada  possibilidade de conseguir vê-lo em algum trecho da prova, ou em algum momento de uma das transições.
É ter palavras de incentivo para quando o cansaço, e o desanimo parecer estar chegando.
É não permitir nunca em tempo nenhum que eles esmoreçam.
É estar la com a câmera na mão tentando sempre registrar cada passo, gritando palavras de incentivo em cada oportunidade e torcer para que eles tenham ouvido.
E é fazer a prova junto emocionalmente, eu particularmente, sempre após todas as provas, fico tão cansada quanto ao meu marido, minhas pernas doem, aparecem bolhas no meu pé, e me sinto uma triatleta como ele, podem dar o nome de loucura, mas eu digo que é uma conexão de almas!
Logo que meu marido adentrou nesse mundo, ele ouviu muitas vezes: ''você é casado?'', e mediante a resposta positiva, ouviu como resposta: ''ja arrumou um advogado, ela não vai aguentar!''.
De fato não é fácil, eu assumo, me senti desprezada algumas vezes, me senti em segundo plano outras vezes, mas tudo fez parte de um processo inicial, depois disso as coisas se encaixaram, o orgulho tomou ainda mais posse de mim, e fico muito irritada quando percebo que as pessoas não entendem do que se trata o triátlon, principalmente familiares que exigem a presença constante e o envolvimento que antes era possível. So vai saber do que estou falando quem viveu algo semelhante, quem vive, ou quem convive com alguém que tenha um triatleta embaixo do mesmo teto.
Mas com toda certeza hoje tenho orgulho do rumo sobre isso, do exemplo que ele esta dando aos nossos filhos, não somente sobre esporte, mas sobre tudo o que vem acompanhando, como disciplina, respeito pelo seu corpo, sua mente, busca de metas, concretizações de sonhos, e no fim o alcance dos objetivos.
E ai mais alguém se identifica?


PS: Se preparem haverá muitos textos sobre o triátlon por aqui.
Bjucas soOonhadoras  e tão intensas quanto aos treinos de um triatleta pra vocês!!!

terça-feira, 13 de março de 2018

Um texto que terá inúmeras vezes a palavra disponível, disponibilidade e muitas outras variáveis dessa mesma!

Quando eu digo disponível, estou dizendo para toda e qualquer pessoa, seja ela pura e simplesmente amiga, seja ela um parente distante ou próximo.
Estar disponível para mim significa estar a postos para qualquer ser vivo que você conheça em qualquer momento de sua vida e da vida dela. Geralmente somos 100% disponível  a nossa família, marido, filhos e estendendo-se em alguns casos aos pais.
Os terceiros que seriam as pessoas que citei mais acima geralmente sempre ganha parte dessa disposição dependendo de cada um.
Eu sempre fui uma pessoa muito disponível dentro da minha família, e até para os amigos de uma forma geral, sempre estou disposta a ajudar de alguma forma, sempre coloco meu melhor em cada ocasião. Eu achei que fiquei assim depois de certa idade/maturidade, mas fazendo um levantamento mental cheguei a conclusão que isso me acompanha desde muito cedo.
Na época do colégio sempre estive muito disponível para as amigas, saia mais tarde de casa ou mais cedo conforme a necessidade de algumas delas, na verdade alguns dos meus horários eram feito em cima das possibilidades das amigas.
Eu era aquela que intercedia aos pais para o passeio no fim de semana, que chegava junto ao menino para dar uma de cupido, enfim, onde precisassem de mim eu estava la.
Então vejo que isso me acompanha quase que minha vida inteira e até ai ok, porque no fundo poder estar disponível é muito bom, quando a gente de alguma forma pode ajudar, opinar, aconselhar ou seja la o que a pessoa precisar.
O que acontece é que não sei bem o porque, alias até sei sim(mas aqui conteúdo para outro dia).... mas o fato é que eu meio que cansei de estar sempre disponível pros outros sabe, eu comecei a vibrar atras de outras coisas, buscando um outro estilo de vida, aproveitando agora que meus filhos não necessitam assim de tanta disponibilidade de minha parte e resolvi estar mais disponível para mim mesmo.
E é ai que entra o lado negativo dessa disponibilidade toda, é que uma vez sempre disponível, quando você opta por não mais estar, as pessoas, não veem com bons olhos, é como se estar sempre a postos fosse uma obrigação!
As pessoas não entendem que algumas coisas mudou dentro de nós, e que nossas necessidades também mudaram, as pessoas não entendem que  temos nossas vidas e que precisamos estar disponíveis a nós mesmo!
E o pior, por não entenderem seu novo ritmo, seu novo estilo de vida, o que estamos buscando, os julgamentos acabam ficando ainda mais severos.
O que estranho nisso tudo é a minha total falta de disponibilidade, de vontade em explicar, em dar um toque, em tentar fazer a pessoa entender o que esta rolando....
Me sinto acho que magoada, pela falta de sensibilidade dessas pessoas, umas tão próximas a mim, mas tão insensível a ponto de ver o que estou tão as claras deixando.
E assim sendo, chego a conclusão que ter disponibilidade é um dom, assim como paciência, assim como tantas outras virtudes que ou você tem ou não tem, a questão é que agora eu quero estar mesmo disponível para mim... para o meu marido, porque nesse caso eu quero mesmo do fundo do coração e porque eu sei que no fim o que sobra é nós dois!
E é por isso, é por estar sempre pronta a todos que quando a gente decide não mais estar que uma porção de coisa vem a tona, e uma mistura de sentimentos toma conta de nós.
Mas eu nada posso fazer a não ser aproveitar a minha disponibilidade para mim, pois a qualquer momento esse ciclo pode se fechar, e não tem problema se em algum momento eu perceber que preciso voltar um pouco a ser como eu era, é que agora para os demais eu so quero.....

....Ficar fora de serviço temporariamente.

Bjucas soOonhadoras e super disponíveis pra você que acompanha aqui.


terça-feira, 6 de março de 2018

Minha maquina veio a óbito!

É engraçado dizer não é? Que um equipamento veio a óbito, mas quando a peça fundamental que é o motor, para, quebra, não tem conserto da essa sensação de objeto morto!
Eu sempre tive um caso de amor com minha máquina de lavar e secar roupa, ha 10 anos atras quando a comprei foi um sonho realizado, com sucesso, com muita, mas muita satisfação mesmo.
Ela cumpriu o que prometeu nos panfletos de propaganda que eu li antes de  fazer a aquisição.
E foi assim paixão a primeira vista e amor por todos esses anos de uso, por isso sempre jogo aos 4 cantos do universo, se ha dois tipos de eletrodoméstico que não da pra ficar sem de forma nenhuma, é a lava e seca roupas e a segunda paixão é a panela air frayer...mas essa da panela como ainda esta vivinha da silva deixa pra outra hora sua historia!
Voltando ao fato da lava e seca, após 10 anos me dando tudo o que me prometeu, uma mangueira soltou dentro dela, molhou o motor e esse não resistiu, a visita técnica só veio confirmar aquilo que o cheiro de queimado ja tinha nos contado, fiquei triste, minha amiga companheira de tantos anos e desafios me deixou.
Mas o técnico me ofereceu a  possibilidade de um transplante, me prometendo que a troca do motor faria ela ficar novinha em folha!
Olhei pra ela, e perguntei qual era o tempo de garantia do orgão novo, e ele me ofereceu 90 dias de garantia e a troca de um ''orgão''(le-se aqui motor) novo me custaria R$ 880,00.
Falei que ia pensar, entrei na internet e pesquisei, a minha amiga ja estava fora de linha ha uns anos, outras irmãs mais robustas estavam no seu lugar, agora, ela que tinha sua capacidade para 8 quilos, ficou defasada a menos capacitada hoje lava 11, e vocês devem me perguntar mais e o preço? Bem o preço R$ 2.699,00, claro se comparado com a troca do ''orgão'' novo a diferença é boa, mas foi a garantia oferecida que não me agradou, pois a nova me oferece uma garantia geral das peças por um ano e o motor assim como minha finada de 10 anos pela fabrica!!! A minha amiga pela qual estava eu enlutada completou 10 anos ano passado em abril e viveria muitos mais não fosse a água que caiu dentro dela, oxidando tudo por onde passou.
Devem me perguntar se ela não deu sinal do mal que estava sofrendo.... pois se deu amigas!!! deu sim, alguns dias antes eu percebi que estava saindo um pouco de água por baixo, mas ha um histórico anterior para eu não ter dado bola pra ela... vejam bem, ha uns 5 ou 7 anos atras, ela começou com os mesmos sinais, vazando uma aguinha aqui e outra acola, vez ou outra em alguns momentos do funcionamento, me preocupei, chamei o médico, quero dizer o técnico, após um check up completo, o diagnostico foi '' não ha nada de anormal, não ha mangueiras furadas ou soltas, nada que confirme o vazamento, a não ser a água mesmo''! E eu incrédula, perguntei: '' mas e agora o que faço?''.
Ele me disse para continuar usando, e que se houvesse alguma novidade alem do vazamento para eu entrar em contato.
Querem saber? Desde então a bonitinha funcionou perfeitamente e  dias depois da visita, médica, quero dizer técnica parou de vazar água, voltando a dar esse probleminha nessa semana que passou e eu achei que era só um vazamentozinho sem importância nenhuma como da outra vez, mas não foi, minha ajudante maior não resistiu.
Então analisando os prós e contras, cheguei a conclusão que era o momento de dar a minha amiga o descanso merecido e que ao invés de dar a ela um ''orgão'' novo, seria ela a doadora de muitos orgãos para as amigas de linha na casa de  manutenção e reparos.
Na loja  em frente a nova irmã que substituiria  a minha ajudante, fiquei satisfeita em ver que de novo estava eu no momento de paixão, embora não muito diferente a minha amiga que me fez companhia, essa me da garantia de 3 quilos a mais e isso me deixou feliz!!!
Ontem foi hora de dar meu ultimo adeus a minha ajudante, a minha amiga lava e seca de 8 quilos, foi engraçado a sensação de tristeza que senti, foi como dar adeus a algo meu, depois pensei ''para de ser tonta é só uma maquina'', mas a gente se entendia como ninguém, e ela nunca reclamou por trabalhar 3 ou 4 vezes no mesmo dia, e muitas vezes quando fui me deitar ela permaneceu fiel ao seu circuito de secar para quando eu acordasse a  roupa estar pronta....enfim ela se foi, vazando um liquido acinzentado....marcando todo hall que eu tive que limpar depois.... deixando seu ultimo sinal....dali da porta dei adeus!!!
Hoje recebi a nova amiga, a instalação sera feita na quinta, espero que nossa relação seja tão linda e duradoura como tive com a irmã mais velha dela...porque minha vó ja dizia que não queria empregada porque ela tinha uma lavadora, e eu compartilho da mesma opinião.... e quando vejo alguém comentando que sua maquina de lavar quebrou sinto no fundo da alma, porque gente se tem uma coisa que ninguém merece é ficar sem maquina, eu sei que ha muitas outras coisas importantes, mas quando vejo uma mãe de família com aquele batalhão de gente dentro de casa, entre eles muitos garotos tenho até arrepio.
Logo quando quando casei eu não tinha maquina e lavar roupas foi um tormento, ai quando deu ganhei meu primeiro tanquinho aquele que esfrega mas não centrifuga, depois de uns 7 anos  de casada ganhei minha maquina e na época o tanquinho me quebrava uma arvore , e para ajudar eu morava em casa com quintal então por mais que a roupa não esteja 100% torcida no varal embaixo do sol a pino ela seca rapidinho, mas dentro do apartamento, onde a área de serviço não pega sol, não restou muita coisa a fazer a não ser comprar uma lava e seca e foi a melhor decisão que tomei para mim mesmo, agora estou aqui ansiosa para começar essa relação com minha nova ajudante...espero que ela esteja preparada, porque haverá roupa de 10 dias para ela conseguir dar fim junto comigo...............Mal posso esperar para apertar os novos botões.
Mas alguém ai é assim também? Tem esse relacionamento com suas ajudantes eletrônicas???

essa é falecida...ou melhor dizendo a falecida era idêntica essa!!



essa é a nova integrante.

Bjucas SoOonhadoras pra vocês e bem companheiras como foi minha amiga ate então!!


Obrigada por me acompanharem!