segunda-feira, 11 de junho de 2018

O DIA DO IRON MAN!

O dia pelo qual nos preparamos chegou de uma forma meio conturbada, partimos rumo a Florianópolis onde seria a prova bem no dia em que explodiu o lance da paralisação de caminhoneiros.
Rumo a Florianópolis e por termos saído ainda de madrugada não entendemos muito bem o que estava acontecendo, somente quando chegamos la é que pudemos colocar mais atenção nas noticias, foram mais de 12 horas de viagem, tivemos de cortar caminho para evitar pegar alguns locais de paralisação mais ''acalorados'', aproveitamos o passeio, e tempo era uma coisa que tínhamos, pois partimos na quarta e a prova foi domingo.
Bem depois que chegamos no local que ficaríamos hospedados, e descobrimos que o lance da greve era mais sério do que a gente percebeu durante o caminho, a principio ficamos temerosos, mas depois eu pensei, melhor vivermos uma etapa de cada vez, viemos para a prova então vamos focar na prova, curtir a expo e toda a vibe que antecede o evento de Iron Man, para nossa família era a primeira experiencia desse porte então a novidade para nós era geral, e resolvemos aproveitar, pensaríamos depois como faríamos, mas isso vai ser assunto para outro post, esse quero me dedicar a colocar aqui o dia D, o dia 27 de maio de 2018.

Antes mesmo do dia amanhecer, acordamos e preparamos o que precisaríamos para passar o dia, afinal de contas sabíamos que seria um dia longo.

Depois de tomar um rápido café e eu fazer uma breve oração junto com  meu triatleta, e meus filhos, partimos rumo a praia onde seria dada a largada por pelotão de idade, a do meu marido seria as 7:20 da manhã.
Havia uma tensão no ar, mas não era uma tensão ruim, se é que esse sentimento que sentimos podemos chamar de tensão. Era uma mistura de emoções sem definições, havia muita gente na área, muitos atletas e familiares, amigos, parentes, vivenciando aquela vibe que nada nos prepara para viver.
O dia foi amanhecendo aos poucos e fomos ganhando um por do sol mágico, mas a ansiedade não deixou a gente vivenciar 100% o momento porque estávamos mais ligados no que estava por vir.

E então foi dada a largada do pelotão profissional, e sabíamos que  a partir de cada 10 minutos um novo pelotão ganharia o mar, últimos acessórios foram sendo colocados pelos atletas como, óculos, touca, e também a roupa de neoprene.
E ali naquele momento deu aquela dor de barriga básica, nervoso, além da ansiedade , mas a gente coloca o melhor sorriso no rosto, aquele ar de positividade no máximo, deseja boa prova, faz uma prece em silêncio e reza pra tudo correr bem para todos, pois ali naquele momento não são vários atletas, mas sim uma grande família, unida, reunida na mesma sintonia, pelo meu, pelos nossos!

A Largada do meu triatleta foi as 7:20, e foi possível apenas visualizar um monte de toquinha laranja que era a cor do pelotão dele, correr rumo ao mar, que estava excepcionalmente calmo e lindo!
Tinha um aplicativo, que é claro vai precisar de uns ajustes para a próxima edição, mas com certeza nos ajudou a ter pelo menos uma noção de localização.
Após a largada, fomos ao ponto de primeira saída da água, onde eles já haveriam nadado 1.900 km, e teriam mais 1.900 pela frente, junto com os filhos e uma amiga que também tinha o marido fazendo a prova fomos para a primeira saída de água, tentando melhor posição para ver quando eles saiam, e então quando achamos uma ''brechinha'' entramos e ficamos ali na torcida, ver como eles estão nessa primeira saída nos faz ter uma ideia de como eles estão física e psicologicamente.
De repente avistei meu tri ali...saindo da água, pegando uma garrafinha, e então quando ele fez a curva runo ao mar eu o gritei, ele olhou  sorriu bateu uma ''continência'' para nós e seguiu, ali eu soube que ok, como eu costumo dizer e escrever nas minhas postagens sobre as provas pra ele , eu vi que ali estava #molepogato!

Então fomos rumo onde seria possível ver um trecho em que eles passariam após saírem da água, finalizando a parte aquática da prova entrando para fazer a primeira transição, chegamos ao cercado, pegamos um bom lugar, vi muitos dos amigos do meu tri passando, mas não vi ele, foi dando um apertinho no coração, e não tem como você não pensar meia duzia de meleca nessa hora, mas graças ao aplicativo que funcionava meia fase, foi possível saber que ele ja estava no circuito de bicicleta alguns kilometros, ou seja, fui eu quem demorou a conseguir chegar no local que fosse possível vê-lo, não restava outra escolha era partir rumo ao local onde eles iram passar iniciando a segunda volta de bike.


Muita gente reunida, a gente ia filmando a galera, os amigos que treinaram junto, como eu disse não havia uma torcida para aquele ou esse, naquele momento eramos todos uma família, e cada um dos amigos que passavam bem, era uma vibração muito bonita de se ver e de sentir.

E então o tal aplicativo meia fase, nos ajudava a ter uma base de tempo e localização,  e  entre um atleta e outro foi possível assimilar os erros de distancia e nos preparar para ver o nosso tri, e então ele veio e a gente vibrou e eu gritei, e ele fez oi, e então meu coração entrou em um estagio total de calmaria, cada vez que eu o via, o sapo na garganta crescia, mas eu nesse dia me vesti do meu melhor sorriso, sem lagrimas, nem mesmo as de alegria.

E continuamos vibrando pelos amigos, até que resolvemos ir comer algo, pois tínhamos pelo menos mais duas horas de espera ate a finalização da etapa de bike.

Depois de lancharmos, fomos para a parte onde seria possível vê-los chegando para fazer a transição 2, e seria possível vê-los saindo para ultima etapa da prova 42 km de corrida.

O tempo esse ano colaborou incrivelmente, pois, as esposas que acompanharam seus respectivos maridos nas temporadas anteriores, se queixaram do frio, da chuva, esse ano, fez sol, tempo lindo e aberto, uma brisa pra refrescar, o que atrapalhou os ciclistas em um trecho mas nada que não fosse superável. e para nós, foi como se o sol não queimasse, não havia cansaço, ficamos de pé, andando de um lado pro outro, carregadas de mochilas, câmeras e filmadoras, mas isso parecia ter peso pena para nós ''torcedores''.

Pegando uma vaga no canteiro central da via, estávamos no melhor lugar que era possível, então era so aguardar eles irem chegando um a um, com sua bike, cada um que chegava era uma vibração, um grito, uma torcida, um incentivo!
Até que eu vi o meu tri chegando com sua Tchutcholina (nome carinhoso que dei a sua bike, desde que ele a comprou), gritamos por ele, ele sorriu, fez sinal, fez gracinha, e eu pensei ''poxa o cara esta se divertindo mesmo'', porque foi o que ele disse que ia fazer, que ele ia se divertir, curtir a prova, e foi o que ele fez.

Vimos ele entregar sua tchotchulina pro staff, e seguir rumo a tenda e se aprumar pra iniciar a corrida!

E alguns longos minutos depois, o vimos subindo, ele ia passar do nosso ladinho e eu ia poder ver ele de pertinho e dizer a ele que ele estava indo bem, e dar a ele todo apoio que cabe a nós nesse momento oferecer, ele foi se aproximando, então gritei, vibrei, e ele passou sorrindo, e correu mais uns 5 metros, parou, gelei.....ele se virou sorriu e voltou, veio até mim e me deu um beijo! Foi de longe nesse dia a coisa mais carinhosa que ele podia ter feito pra mim, em um momento tão importante pra ele, ele dedicou uns segundos pra mim, e foi mágico!

Então la fomos nós, no local onde era feita as voltas para completar as rodadas até completar a distancia, como sempre conseguimos um bom lugar, mesmo tendo muita gente, foi possível ir revezando entre as esposas, quando o seu respectivo passava a gente dava lugar pra outra se necessário e tudo certo.

Veio meu tri para seu primeiro retorno, ele teria mais um nesse mesmo local antes de ir para a chegada, nesse primeiro trecho ele marcaria 21 km, e então ele veio , gritamos mais uma vez, e então quando ele passou por nós, parou me deu outro beijo, cumprimentou as outras esposas, sorriu, e eu vi nele alegria, satisfação, eu vi nele tudo aquilo pelo o que ele se  preparou, e foi lindo!!
E  ele veio pela segunda vez nesse retorno, ganhei mais uma beijo, e os filhos que tinham ido buscar o pós treino, ja tinham chego ali também, ganharam do pai  um beijo, um sorriso, e eu senti que aquilo foi o combustível que ele precisava para finalizar a prova que ele tanto sonhou em fazer.

Nos restava ir o mais próximo da linha de chegada que pudêssemos, nesse momento vestimos a camiseta que mandei fazer com uma montagem do homem de ferro onde o rosto do tony stark foi substituído pelo dele.
Fizemos uma conta, e soubemos que ele estava chegando....e então la veio ele, meu coração se alegrou, e eu senti um peso saindo de mim, eu sabia que ele ia finalizar,mas o sapo na garganta so cresceu e ficou ali, preso, enrustido, porque a emoção é tanta, que não ha como administrar, confesso que até agora ainda não consegui me expressar e nem colocar pra fora todo choro que guardei, um choro de muitas coisas e sentimentos, mas com a certeza de alegria, muita alegria.

E ai ele passou por nós, desta vez não ganhei nenhum beijo, ele nos viu, sorriu e seguiu só queria passar pela linha de chegada e marcar seu tempo lindo de 10:35 exatos de prova!!!


Para um primeiro Iron, foi um tempo fantástico, passe o tempo que passar, essa experiência vai ficar guardada dentro de nos muito tempo, pela eternidade.
Esse legado que ele vai deixar pros filhos sobre o esporte, sobre superação e capacidade, não ha no mundo nada que substitua, afinal quantos de nós podem dizer que nossos pais é um Iron Man?!
Para muitas pessoas pode não ser nada demais, mas para nós, para minha família, isso foi uma marco, e sera lembrado e honrado sempre. Porque por mais que eu conte, que eu registre, que eu fale, que eu escreva, ninguém nunca vai saber como é, o que foi preciso para chegarmos até aqui, foram muitos sacrifícios e renuncias, e cada uma delas valeu a pena, e todas elas tem seu mérito.

E foi assim que dia 27 de maio me tornei uma Iron Wife, meus filhos, Iron Son, ele um Iron Man, e nós uma Iron Family!

Bjucas fortes e resistentes e cheias de realizações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

APENAS MAIS 4 DIAS!!!

Pois é, faltam apenas 4 dias para a prova de triátlon do meu marido.
E a gente esta como?
Bem,  eu estou ansiosa, porém segurando minha peteca do lado de cá, porque vamos combinar que eu não posso ter ataques agora, não é o momento e não seria bom, mas ao mesmo tempo estou feliz, vejo ele tão preparado, tão realizado, tão pronto então só posso agradecer por poder estar com ele nesse momento.
Na volta assim que puder vou contar pra vocês e trazer algumas imagens com certeza.
e vamo que vamo..... Floripa ai vamos nós Iron Man 2018 segura que estamos chegando!!!


bjucas soOonhadoras!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

DOS DIAS SEM DOCE!



No começo desse ano quando me propus a mudar de vida e buscar ser mais saudável e me libertar do habito de comer doces, evitar o açúcar, foi um pulo, um salto bem alto dentro da minha realidade, como no texto que escrevi aqui, após estar ja alguns dias sem comer doces e sem consumir adoçantes de nenhuma especie.
No geral eu fiquei 70 dias sem doce, nenhum tipo, foi difícil a principio mas depois eu levei super de boa, por isso bato na tecla que antes de trabalhar qualquer coisa no corpo a gente tem que começar pela mente!
Como eu ia dizendo foram 70 dias renunciando a qualquer tentação que me aparecia, até porque como eu sempre fui a louca dos doces qualquer bala fazia meu olho brilhar, até que eu comecei a perceber que esse tipo de guloseima começou a ficar indiferente aos meus olhos, mas eu precisava testar o meu paladar!
Então 70 dias depois logo após a prova de triatlon do meu marido nos reunimos com uma galera e fomos almoçar todos juntos, e então eu decidi que ia comer a famosa sobremesa local, uma torta de maça com uma bola de sorvete de creme.
ESSA É EXATAMENTE A TORTA!

Eu estava bem comigo mesmo, e me sentia no direito de comer essa sobremesa, então fiz o pedido, e olha que a danada era bem grandinha, a torta tinha uns 10 cm e vieram duas bolas de sorvete de creme. eu falei pro meu marido não pedir uma pra ele que ia dividir a minha com ele, ja que eu ia ''jacar'' que eu pelo menos não comesse a jaca inteira né!
Confesso que assim que a sobremesa chegou eu não senti aquela alegriazinha que eu sempre sentia quando eu via um doce, apenas olhei normal. Se é que me entendem!
Então cortei a torta no meio e a comi com uma bola de sorvete, deixando a outra metade e a outra bola para meu marido, e querem saber de verdade verdadeira o que senti naquele momento???
O primeiro pensamento que me veio foi ''não valeu a pena''!
Não valeu a pena eu ter comido, primeiro porque eu acho que a torta não era assim tão boa, pelo menos para mim, não vi nada demais que merecesse a possibilidade de um repeteco, segundo acho que eu não estava com tanta vontade assim de um doce, então vi naquele momento que se eu não tivesse comido seria a mesma coisa. Não senti aquela satisfação que o doce sempre me trazia!
Não me senti culpada nem nada do tipo, apenas foi indiferente.
E ai no fim me senti livre! Livre de uma vontade que eu jamais imaginei que pudesse ficar.
Pois bem veio a pascoa e esse ano eu não ganhei nenhum ovo, o único chocolate que comi foi uma nha benta da kopenhagem e so...e querem saber nenhum frenesi, nada, foi tipo normal!!

Eu achei que quando eu comece um doce novamente, que eu ia ficar tipo: Oh meu Deus como é bom! Oh meu Deus não posso viver sem isso! Oh meu Deus isso é a melhor coisa do mundo! Mas sabe eu não  senti nada.
No retorno com a nutri menos 7 quilos, hoje ja menos 2, totalizando 9 quilos, e vamos seguindo rumo a meta.
No feriado do dia 01/05 eu fui dar uma volta no shopping e la abriu um quiosque do tal sorvete tailandês, esse eu quis parar para tomar um, ver como é, e querem saber foi bom, foi gostoso, foi normal!
De repente me sinto como eu tivesse ficado normal, sem aquela ansiedade louca, e olha que ansiedade tem sido meu nome e sobrenome com a proximidade da prova Iron Man do meu marido agora no fim do mês.
Mas mesmo assim, tenho conseguido manter meu foco, e aprendi a dosar as coisas, mas o fato de conseguir me libertar do açúcar desta forma como tenho seguido tem me dado uma sensação de cura. E acho que deve ser a mesma sensação que um usuário de drogas sente quando se vê livre de verdade do vicio!
É uma sensação de liberdade e paz!
Uma sensação unica, capaz de mudar o dia da gente!
Me sinto bem, me sinto em paz pela primeira vez em passar em frente a uma vitrine de cafeteria ver todos aqueles bolos e não sentir uma compulsão enorme...

Ver as pessoas comendo suas sobremesas dividindo a mesma mesa comigo e eu tomando minha agua ou meu cafezinho.
Me sinto diferentemente bem!!
Então pra vocês bjucas soOonhadoras e diferentemente boas!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque as pessoas sempre esperam uma reação negativa?

O titulo desse post foi a pergunta que me fiz por muitos dias e eu não consegui chegar a uma conclusão, o porque dessa pergunta eu conto a seguir:

O meu trabalho fica em uma rua de sentido único, embora seja uma rua curta, mas a que antecede ela é bem longa e por ela ser a via principal de acesso a alguns locais e bairros específicos o trafego nela é abundante o dia todo mas no horário da manhã, almoço e fim de dia, são os mais extremos, portanto dar a ré com o carro se torna algo muito estressante, porque os carros que vem nesse sentido estão sempre correndo, uma velocidade desnecessária ao meu ver ja que a rua é muito estreita e possui alguns pontos de estacionamento o que deixa ela ainda mais estreita.
Acontece que quase sempre ao dar a ré para sair, dificilmente olho a minha direita, uma por saber que a via é de sentido único, e outra porque se eu precisar parar por alguns minutos entre a calçada e a rua a fim de ter espaço suficiente para a manobra até eu sair se houver algum pedestre ele pode passar pela frente do carro ( o que convenhamos é o correto a fazer se vemos um automóvel dando a ré, temos que dar a volta pela frente e nunca por trás correto?).
Acontece que dia desses eu nessa missão de conseguir dar a ré com meu carro, devido ao fluxo precisei parar até que fosse seguro continuar, e nesse dia como em todos os outros isso é coisa que leva uns minutos, e quando eu digo leva minutos é minutos mesmo, coisa de 3 a 7 , porque eu juro, ja marquei. É que a oportunidade sempre aparece quando o semáforo que antecede a minha rua  que fica a uns 400 metros antes dela fecha, e ai consigo fazer a manobra, porque o fluxo diminui.
Bem voltando, estava eu dando ré e tive que parar, e fiquei olhando o tempo todo para a esquerda, de onde vem o fluxo, aguardando o melhor momento para a saída, ao que escuto um ''bum'', percebi que o barulho veio da frente do carro, voltei o rosto e vi um rapaz passando pela frente do meu carro, com uma cara feia e me pareceu muito bravo, com certeza ele deu tapa no capô, e nesse milésimo de segundo eu percebi porque ele estava bravo, e falando : ''precisa olhar pro outro lado'', ele queria passar pela calçada e eu estava meio em cima meio fora, então abri meu vidro, coloquei um sorriso sem graça no meu rosto, e disse:
''mil perdões, eu não queria te atrapalhar, você tem razão eu deveria ter olhado, é que fico tão atenta por uma oportunidade de conseguir sair com o carro e como eles só vem de la(apontei na direção) me esqueço que de cá(apontei na direção) pode vir pedestre, desculpe mesmo de verdade!''
A surpresa no rosto dele foi visível, naquele momento percebi que ele não esperava que eu assumisse ''meu erro'', e muito menos fosse educada, e quando eu fui com ele o peguei desprevenido, ele então me sorriu e respondeu: ''não, tudo bem!!''.
E acho que ele percebeu que como ele passou pela frente do carro e estava tudo bem porque de fato eu não tinha atrapalhado o caminho dele, a unica coisa foi que em vez de passar pela calçada ele passou um pouco acima pela frente do meu carro, e isso não mudou e nem prejudicou ele em nada.
Mas o que deixou mesmo sem compreender foi ver que ele esperava de mim um outro tipo de reação, e confesso que era bem provável eu ja ''descer do salto'', mas não sei  o que me deu, foi um misto de serenidade e compreensão, onde consegui me desculpar por estar errada, embora eu ache que eu não estava, mas enfim.
Sera que ha tanta gente mais maldosa ou estupida que as legais surpreendem???
Fica aqui a questão!

Bjucas soOonhadoras e cheias de interrogações pra vocês!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Na contagem regressiva para a grande prova de triatlon.

Pois é contagem regressiva....quando tudo começou em maio do ano passado após a inscrição pro Iron parecia um longo tempo a ser percorrido, afinal teríamos um ano pela frente.
Bem, hoje temos pouco mais de 30 dias.
Estou tentando não ficar ansiosa, é uma parte delicada do processo, é como mexer em ovos de cristal, todo cuidado é necessário e não é pouco.

Dia 25 de março, houve a Toughman em Paulínia, uma prova dura, com um tempo bem quente.
meu Triatleta fez a prova em 5:17 hrs, para um amador foi um tempo fantástico.

Saiu bem, super inteiro e ainda teve pique para se reunir com os amigos pra um almoço de comemoração.
Foi bem bacana pois pela primeira vez a mãe dele pode estar presente junto com a irmã e viver de perto um pouco da emoção que vivo em cada uma dessas provas e poder dar a ele o abraço no fim, eu tenho certeza que pra ele foi muito importante.
Agora estamos no processo de treinos extensos finais, treinos de bike longos e fins de semana exaustivos.
Na contagem regressiva mesmo
Nesse meio tempo tive que ser forte suficiente para manter o relacionamento que inevitavelmente sofre muito com tudo isso, foi preciso paciência e também aproveitar cada migalha que me era  dado.
Como trabalhamos juntos, e estávamos sempre juntos pra tudo, por 24 horas por dia, não te-lo como sempre foi difícil até porque muitas pessoas podem achar esse tipo de relacionamento sufocante, mas eu acho especial, além de  marido e mulher, somos melhores amigos e parceiros, e quando eu fiquei sem um nesse meio tempo, na verdade fiquei sem todos....Mas crise vencida com um pouco de sabedoria e paciência estamos aqui rumo ao Iron em Maio.
Até la ha muitas emoções!!!

Bjucas intensas pra vocês.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma visitinha especial.

Ha uns meses mudei meu endereço de trabalho em busca de uma melhor qualidade de vida e facilidades, trabalho no bairro onde moro a 600 metros da minha casa.
Então fora toda aquela rotina tão habitual dos bairros que nada se parecem com centro da cidade, além da possibilidade de andar de a pé até minha casa para almoço e retorno no trajeto fiz varias novas amizades, e eu não estou falando de gente.
Tenho minha filhota de 4 patas e essa mudança de local também me proporciona varias vezes que eu possa traze-la a ficar algum período comigo ou pela manha ou pela tarde.
Mas eis que outro dia estava com a porta aberta recebendo um cliente e de repente vi um rabinho branco entrando pela porta, roçando pela parede e chegando ate minhas pernas embaixo da minha mesa.
Fiquei encantada com bichano branco que viu aqui uma oportunidade de fazer novos amigos.
Ele entrou, estou escrevendo ele mas não fui verificar os documentos para ter certeza, só para constar ne, vai que qualquer dia descubro que se trata de ser uma menina, mas enfim, ele entrou deu uma boa xeretada pelo ambiente, viu a cadeira  e não teve reservas, apenas subiu e ficou aqui num longo e gostoso cochilo por horas, pois ele chegou bem de manha por volta de umas 9 horas e so foi embora após as 13.
Não me deu trabalho nenhum, e ficou aqui de companhia comigo, como a cadeira é bem na frente da minha mesa as vezes eu dava uma espichadinha e ja era possível ver a bolota branca nos braços de Morfeu sem nenhuma cerimonia.
Depois quando ele acordou oferecemos água, o que ele não recusou e apos beber o suficiente para se hidratar, deu uma volta por nossas pernas e voltou para sua casa, que segundo meu marido fica a uns 50 metros daqui na mesma rua.
E hoje estava eu aqui tranquila e eis que o branquelinho deu o ar da sua graça de novo, e nesse momento que escrevo ele esta ali ja na sua cadeira cativa, como da outra vez, ele entrou e se aconchegou, porem hoje deu um passeio bem maior pelo escritório todo, deduzi que ele estava em busca de algo, lhe ofereci água, e ele bebeu muita estava com sede,  depois veio aqui pra sua cadeira, sim porque agora a cadeira ja é dele e nos braços de Morfeu se entregou novamente....As vezes por essas pequenas coisas de convívio com animais me sinto plenamente abençoada, ainda mais num dia tão apagadinho como o meu estava!!
Deem uma olhada nessa gracinha e me digam o que acham???



essas 3 primeiras foi da primeira visita e esta abaixo é de hoje!


bjucas soOonhadoras e tão cheias de paz como essa soneca.


quarta-feira, 21 de março de 2018

Esposa de triatleta!



Se me perguntam se faz tempo que meu marido é triatleta ja trato logo de dizer que não, essa foi uma nova etapa que ele iniciou ano passado em janeiro, de uma vida de corridas, ele decidiu que três maratonas ja haviam servido para ele viver todas as experiências na área da corrida e achou que era o momento de buscar mais e foi ai que tudo na nossa vida mudou.

Olha eu não quero aqui menosprezar os atletas profissionais, pois sei que eles treinam por horas e meses em busca de resultados surpreendentes afim de conquistar provas famosas e participar de grandes competições como olimpíadas por exemplo, porém os profissionais, vivem disso, é o tal do útil ao agradável entendem, eles trabalham com o treino e ganham pra isso, tem patrocínios, enfim, é uma realidade bem oposta dos amadores e por conviver com um desde do inicio sei bem das dificuldades que vem com toda essa mudança.
Os amadores são na maioria das vezes além de triatletas, médicos, mecânicos, advogados, professores, empresários, dentre tantas outras profissões existentes nesse mundo.

Então isso significa que além de dar conta dos treinos, eles tem que dar conta da vida profissional deles também,e por mais esforçados que sejam uma coisa sempre mexe com a outra não tem jeito, não tem saída, é bem complicado manter tudo funcionando 100%. E quando esse triatleta que também exerce uma segunda profissão que é a que garante o sustento do esporte dele também tem filhos e esposa?
Bem ai é que a coisa pega minha gente.
Porque o cara se desdobra, na verdade ele tenta, mas ha algo que sempre fica na espera, e geralmente somos nós as esposas,  portanto é preciso muita, mais muita paciência e admiração do parceiro para que as coisas fluam.
Quando se inicia o treinamento para uma das maiores provas existentes no triátlon como um Iron Man, é necessário todas as pessoas que convive com esse atleta diretamente saber que:
- O treinamento é longo, ou seja, começa uns quatro meses antes da prova e na maioria só tem um dia off na semana, isso no inicio.
- O treinamento se potencializa quando fica mais próximo da prova ainda, o que ja tomava conta de parte do dia dos treinos de bike em circuitos longos, acabam sendo mais longos.
- Adeus vida social, não estou dizendo que não da para ir em uma festinha ou outra, mas saiba que o atleta precisa sempre dormir cedo, todo dia, porque ha sempre treinos no dia seguinte, então é provável que certos eventos mesmo que familiares passem batidos.
- Apoio emocional é imprescindível, dos filhos, esposas, pais e até mesmo das namoradas.
- Investimento financeiro alto, por mais que se adquira coisas de segunda mão, tem um preço elevado.
- Cansaço é a palavra de ordem, desanimo nunca!
-A vida conjugal marido e mulher é muito abalada se a esposa for do tipo que não pratica nenhuma atividade física, eu digo isso, porque quando a esposa esta envolvida em alguma atividade física, que seja uma simples academia, ela também vai ter os dias de treinos, e então mesmo que sinta alguma ausência, vai ser menor do que aquela que no caso não faz nada do tipo. E agregando esse ponto pelo excesso de treino, é necessário algumas vezes ter que literalmente agendar um momento para os dois, nem sempre funciona, mas quando funciona é bem legal!
- Lesões, baterias de exames, remédios, fisioterapias, RPG, entre tantas outras coisas, sim faz parte da maioria da vida de triatletas, alias de qualquer atleta em qualquer especialidade.
- Nem sempre vai ter companhia pra dividir aquela cerveja e aquele vinho.

Acho que são esse alguns pontos. Mas o que eu quero mesmo salientar aqui, é que por exatamente os amadores ter todas essas divergências , que é exatamente por isso que eu admiro os amadores, é por eles estarem sempre tendo que se dividirem entre todas as outras tarefas de suas vidas, e ainda assim dar o seu melhor nos treinos, fazerem boas provas, e na maioria não é nem buscar um tempo mega power, mas simplesmente conseguir começar e terminar sem ''quebrar'', cruzar a linha de chegada e ter a resposta daquilo que eles  tanto buscaram, e ver cada coisa que foi sacrificada nesse meio do caminho que foi a força para que eles chegassem até ali. Eles não ganham podium, mas a satisfação de que cada vez que tiveram que acordar as 4:30 da manha obtiveram em resposta ali naquele momento, conseguindo finalizar uma prova inteiros sem nenhum contratempo físico.


Para as mães, esposas, ou namoradas que acompanham seus triatletas, é ver cada nova ruga aparecer e mesmo assim dizer para eles que estão ''inteirão'', é ver eles com marcas nas pernas por ter queimado nos treinos embaixo do sol por usarem a bermuda de ciclismo e não ter vergonha de ficar ao lado deles no clube, enquanto eles aproveitam meio período no sol pra ver se conseguem tirar o efeito napolitano.
É estar com a comida certa e regrada quando eles chegam varados de fome de um longão, é fazer massagens nos pés, passar pomadas pra dor, é ficar sempre pensando se a comida que ele ingeriu se foi suficiente pra repor o que gastou, é discordar da nutricionista e achar que a dieta ta fraca, procurando um melhor profissional. É tomar conta de tudo, para que eles tenham uma coisa a menos para se preocupar.
É passar a ser mãe e pai  ao mesmo tempo pros filhos, é aprender a tomar resoluções sozinhas, para poupar um gasto de energia seja ela qual for. É se anular, inúmeras vezes, aprender a dormir cedo, ter paciência na roda dos colegas que estão em treinamento com ele pois quando se juntam é só sobre a prova que tem assunto. É pesquisar circuito das provas, e verificar junto a ele o tempo aproximado de cada etapa para cronometrar cada  possibilidade de conseguir vê-lo em algum trecho da prova, ou em algum momento de uma das transições.
É ter palavras de incentivo para quando o cansaço, e o desanimo parecer estar chegando.
É não permitir nunca em tempo nenhum que eles esmoreçam.
É estar la com a câmera na mão tentando sempre registrar cada passo, gritando palavras de incentivo em cada oportunidade e torcer para que eles tenham ouvido.
E é fazer a prova junto emocionalmente, eu particularmente, sempre após todas as provas, fico tão cansada quanto ao meu marido, minhas pernas doem, aparecem bolhas no meu pé, e me sinto uma triatleta como ele, podem dar o nome de loucura, mas eu digo que é uma conexão de almas!
Logo que meu marido adentrou nesse mundo, ele ouviu muitas vezes: ''você é casado?'', e mediante a resposta positiva, ouviu como resposta: ''ja arrumou um advogado, ela não vai aguentar!''.
De fato não é fácil, eu assumo, me senti desprezada algumas vezes, me senti em segundo plano outras vezes, mas tudo fez parte de um processo inicial, depois disso as coisas se encaixaram, o orgulho tomou ainda mais posse de mim, e fico muito irritada quando percebo que as pessoas não entendem do que se trata o triátlon, principalmente familiares que exigem a presença constante e o envolvimento que antes era possível. So vai saber do que estou falando quem viveu algo semelhante, quem vive, ou quem convive com alguém que tenha um triatleta embaixo do mesmo teto.
Mas com toda certeza hoje tenho orgulho do rumo sobre isso, do exemplo que ele esta dando aos nossos filhos, não somente sobre esporte, mas sobre tudo o que vem acompanhando, como disciplina, respeito pelo seu corpo, sua mente, busca de metas, concretizações de sonhos, e no fim o alcance dos objetivos.
E ai mais alguém se identifica?


PS: Se preparem haverá muitos textos sobre o triátlon por aqui.
Bjucas soOonhadoras  e tão intensas quanto aos treinos de um triatleta pra vocês!!!

Obrigada por me acompanharem!