segunda-feira, 11 de junho de 2018

O DIA DO IRON MAN!

O dia pelo qual nos preparamos chegou de uma forma meio conturbada, partimos rumo a Florianópolis onde seria a prova bem no dia em que explodiu o lance da paralisação de caminhoneiros.
Rumo a Florianópolis e por termos saído ainda de madrugada não entendemos muito bem o que estava acontecendo, somente quando chegamos la é que pudemos colocar mais atenção nas noticias, foram mais de 12 horas de viagem, tivemos de cortar caminho para evitar pegar alguns locais de paralisação mais ''acalorados'', aproveitamos o passeio, e tempo era uma coisa que tínhamos, pois partimos na quarta e a prova foi domingo.
Bem depois que chegamos no local que ficaríamos hospedados, e descobrimos que o lance da greve era mais sério do que a gente percebeu durante o caminho, a principio ficamos temerosos, mas depois eu pensei, melhor vivermos uma etapa de cada vez, viemos para a prova então vamos focar na prova, curtir a expo e toda a vibe que antecede o evento de Iron Man, para nossa família era a primeira experiencia desse porte então a novidade para nós era geral, e resolvemos aproveitar, pensaríamos depois como faríamos, mas isso vai ser assunto para outro post, esse quero me dedicar a colocar aqui o dia D, o dia 27 de maio de 2018.

Antes mesmo do dia amanhecer, acordamos e preparamos o que precisaríamos para passar o dia, afinal de contas sabíamos que seria um dia longo.

Depois de tomar um rápido café e eu fazer uma breve oração junto com  meu triatleta, e meus filhos, partimos rumo a praia onde seria dada a largada por pelotão de idade, a do meu marido seria as 7:20 da manhã.
Havia uma tensão no ar, mas não era uma tensão ruim, se é que esse sentimento que sentimos podemos chamar de tensão. Era uma mistura de emoções sem definições, havia muita gente na área, muitos atletas e familiares, amigos, parentes, vivenciando aquela vibe que nada nos prepara para viver.
O dia foi amanhecendo aos poucos e fomos ganhando um por do sol mágico, mas a ansiedade não deixou a gente vivenciar 100% o momento porque estávamos mais ligados no que estava por vir.

E então foi dada a largada do pelotão profissional, e sabíamos que  a partir de cada 10 minutos um novo pelotão ganharia o mar, últimos acessórios foram sendo colocados pelos atletas como, óculos, touca, e também a roupa de neoprene.
E ali naquele momento deu aquela dor de barriga básica, nervoso, além da ansiedade , mas a gente coloca o melhor sorriso no rosto, aquele ar de positividade no máximo, deseja boa prova, faz uma prece em silêncio e reza pra tudo correr bem para todos, pois ali naquele momento não são vários atletas, mas sim uma grande família, unida, reunida na mesma sintonia, pelo meu, pelos nossos!

A Largada do meu triatleta foi as 7:20, e foi possível apenas visualizar um monte de toquinha laranja que era a cor do pelotão dele, correr rumo ao mar, que estava excepcionalmente calmo e lindo!
Tinha um aplicativo, que é claro vai precisar de uns ajustes para a próxima edição, mas com certeza nos ajudou a ter pelo menos uma noção de localização.
Após a largada, fomos ao ponto de primeira saída da água, onde eles já haveriam nadado 1.900 km, e teriam mais 1.900 pela frente, junto com os filhos e uma amiga que também tinha o marido fazendo a prova fomos para a primeira saída de água, tentando melhor posição para ver quando eles saiam, e então quando achamos uma ''brechinha'' entramos e ficamos ali na torcida, ver como eles estão nessa primeira saída nos faz ter uma ideia de como eles estão física e psicologicamente.
De repente avistei meu tri ali...saindo da água, pegando uma garrafinha, e então quando ele fez a curva runo ao mar eu o gritei, ele olhou  sorriu bateu uma ''continência'' para nós e seguiu, ali eu soube que ok, como eu costumo dizer e escrever nas minhas postagens sobre as provas pra ele , eu vi que ali estava #molepogato!

Então fomos rumo onde seria possível ver um trecho em que eles passariam após saírem da água, finalizando a parte aquática da prova entrando para fazer a primeira transição, chegamos ao cercado, pegamos um bom lugar, vi muitos dos amigos do meu tri passando, mas não vi ele, foi dando um apertinho no coração, e não tem como você não pensar meia duzia de meleca nessa hora, mas graças ao aplicativo que funcionava meia fase, foi possível saber que ele ja estava no circuito de bicicleta alguns kilometros, ou seja, fui eu quem demorou a conseguir chegar no local que fosse possível vê-lo, não restava outra escolha era partir rumo ao local onde eles iram passar iniciando a segunda volta de bike.


Muita gente reunida, a gente ia filmando a galera, os amigos que treinaram junto, como eu disse não havia uma torcida para aquele ou esse, naquele momento eramos todos uma família, e cada um dos amigos que passavam bem, era uma vibração muito bonita de se ver e de sentir.

E então o tal aplicativo meia fase, nos ajudava a ter uma base de tempo e localização,  e  entre um atleta e outro foi possível assimilar os erros de distancia e nos preparar para ver o nosso tri, e então ele veio e a gente vibrou e eu gritei, e ele fez oi, e então meu coração entrou em um estagio total de calmaria, cada vez que eu o via, o sapo na garganta crescia, mas eu nesse dia me vesti do meu melhor sorriso, sem lagrimas, nem mesmo as de alegria.

E continuamos vibrando pelos amigos, até que resolvemos ir comer algo, pois tínhamos pelo menos mais duas horas de espera ate a finalização da etapa de bike.

Depois de lancharmos, fomos para a parte onde seria possível vê-los chegando para fazer a transição 2, e seria possível vê-los saindo para ultima etapa da prova 42 km de corrida.

O tempo esse ano colaborou incrivelmente, pois, as esposas que acompanharam seus respectivos maridos nas temporadas anteriores, se queixaram do frio, da chuva, esse ano, fez sol, tempo lindo e aberto, uma brisa pra refrescar, o que atrapalhou os ciclistas em um trecho mas nada que não fosse superável. e para nós, foi como se o sol não queimasse, não havia cansaço, ficamos de pé, andando de um lado pro outro, carregadas de mochilas, câmeras e filmadoras, mas isso parecia ter peso pena para nós ''torcedores''.

Pegando uma vaga no canteiro central da via, estávamos no melhor lugar que era possível, então era so aguardar eles irem chegando um a um, com sua bike, cada um que chegava era uma vibração, um grito, uma torcida, um incentivo!
Até que eu vi o meu tri chegando com sua Tchutcholina (nome carinhoso que dei a sua bike, desde que ele a comprou), gritamos por ele, ele sorriu, fez sinal, fez gracinha, e eu pensei ''poxa o cara esta se divertindo mesmo'', porque foi o que ele disse que ia fazer, que ele ia se divertir, curtir a prova, e foi o que ele fez.

Vimos ele entregar sua tchotchulina pro staff, e seguir rumo a tenda e se aprumar pra iniciar a corrida!

E alguns longos minutos depois, o vimos subindo, ele ia passar do nosso ladinho e eu ia poder ver ele de pertinho e dizer a ele que ele estava indo bem, e dar a ele todo apoio que cabe a nós nesse momento oferecer, ele foi se aproximando, então gritei, vibrei, e ele passou sorrindo, e correu mais uns 5 metros, parou, gelei.....ele se virou sorriu e voltou, veio até mim e me deu um beijo! Foi de longe nesse dia a coisa mais carinhosa que ele podia ter feito pra mim, em um momento tão importante pra ele, ele dedicou uns segundos pra mim, e foi mágico!

Então la fomos nós, no local onde era feita as voltas para completar as rodadas até completar a distancia, como sempre conseguimos um bom lugar, mesmo tendo muita gente, foi possível ir revezando entre as esposas, quando o seu respectivo passava a gente dava lugar pra outra se necessário e tudo certo.

Veio meu tri para seu primeiro retorno, ele teria mais um nesse mesmo local antes de ir para a chegada, nesse primeiro trecho ele marcaria 21 km, e então ele veio , gritamos mais uma vez, e então quando ele passou por nós, parou me deu outro beijo, cumprimentou as outras esposas, sorriu, e eu vi nele alegria, satisfação, eu vi nele tudo aquilo pelo o que ele se  preparou, e foi lindo!!
E  ele veio pela segunda vez nesse retorno, ganhei mais uma beijo, e os filhos que tinham ido buscar o pós treino, ja tinham chego ali também, ganharam do pai  um beijo, um sorriso, e eu senti que aquilo foi o combustível que ele precisava para finalizar a prova que ele tanto sonhou em fazer.

Nos restava ir o mais próximo da linha de chegada que pudêssemos, nesse momento vestimos a camiseta que mandei fazer com uma montagem do homem de ferro onde o rosto do tony stark foi substituído pelo dele.
Fizemos uma conta, e soubemos que ele estava chegando....e então la veio ele, meu coração se alegrou, e eu senti um peso saindo de mim, eu sabia que ele ia finalizar,mas o sapo na garganta so cresceu e ficou ali, preso, enrustido, porque a emoção é tanta, que não ha como administrar, confesso que até agora ainda não consegui me expressar e nem colocar pra fora todo choro que guardei, um choro de muitas coisas e sentimentos, mas com a certeza de alegria, muita alegria.

E ai ele passou por nós, desta vez não ganhei nenhum beijo, ele nos viu, sorriu e seguiu só queria passar pela linha de chegada e marcar seu tempo lindo de 10:35 exatos de prova!!!


Para um primeiro Iron, foi um tempo fantástico, passe o tempo que passar, essa experiência vai ficar guardada dentro de nos muito tempo, pela eternidade.
Esse legado que ele vai deixar pros filhos sobre o esporte, sobre superação e capacidade, não ha no mundo nada que substitua, afinal quantos de nós podem dizer que nossos pais é um Iron Man?!
Para muitas pessoas pode não ser nada demais, mas para nós, para minha família, isso foi uma marco, e sera lembrado e honrado sempre. Porque por mais que eu conte, que eu registre, que eu fale, que eu escreva, ninguém nunca vai saber como é, o que foi preciso para chegarmos até aqui, foram muitos sacrifícios e renuncias, e cada uma delas valeu a pena, e todas elas tem seu mérito.

E foi assim que dia 27 de maio me tornei uma Iron Wife, meus filhos, Iron Son, ele um Iron Man, e nós uma Iron Family!

Bjucas fortes e resistentes e cheias de realizações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

APENAS MAIS 4 DIAS!!!

Pois é, faltam apenas 4 dias para a prova de triátlon do meu marido.
E a gente esta como?
Bem,  eu estou ansiosa, porém segurando minha peteca do lado de cá, porque vamos combinar que eu não posso ter ataques agora, não é o momento e não seria bom, mas ao mesmo tempo estou feliz, vejo ele tão preparado, tão realizado, tão pronto então só posso agradecer por poder estar com ele nesse momento.
Na volta assim que puder vou contar pra vocês e trazer algumas imagens com certeza.
e vamo que vamo..... Floripa ai vamos nós Iron Man 2018 segura que estamos chegando!!!


bjucas soOonhadoras!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

DOS DIAS SEM DOCE!



No começo desse ano quando me propus a mudar de vida e buscar ser mais saudável e me libertar do habito de comer doces, evitar o açúcar, foi um pulo, um salto bem alto dentro da minha realidade, como no texto que escrevi aqui, após estar ja alguns dias sem comer doces e sem consumir adoçantes de nenhuma especie.
No geral eu fiquei 70 dias sem doce, nenhum tipo, foi difícil a principio mas depois eu levei super de boa, por isso bato na tecla que antes de trabalhar qualquer coisa no corpo a gente tem que começar pela mente!
Como eu ia dizendo foram 70 dias renunciando a qualquer tentação que me aparecia, até porque como eu sempre fui a louca dos doces qualquer bala fazia meu olho brilhar, até que eu comecei a perceber que esse tipo de guloseima começou a ficar indiferente aos meus olhos, mas eu precisava testar o meu paladar!
Então 70 dias depois logo após a prova de triatlon do meu marido nos reunimos com uma galera e fomos almoçar todos juntos, e então eu decidi que ia comer a famosa sobremesa local, uma torta de maça com uma bola de sorvete de creme.
ESSA É EXATAMENTE A TORTA!

Eu estava bem comigo mesmo, e me sentia no direito de comer essa sobremesa, então fiz o pedido, e olha que a danada era bem grandinha, a torta tinha uns 10 cm e vieram duas bolas de sorvete de creme. eu falei pro meu marido não pedir uma pra ele que ia dividir a minha com ele, ja que eu ia ''jacar'' que eu pelo menos não comesse a jaca inteira né!
Confesso que assim que a sobremesa chegou eu não senti aquela alegriazinha que eu sempre sentia quando eu via um doce, apenas olhei normal. Se é que me entendem!
Então cortei a torta no meio e a comi com uma bola de sorvete, deixando a outra metade e a outra bola para meu marido, e querem saber de verdade verdadeira o que senti naquele momento???
O primeiro pensamento que me veio foi ''não valeu a pena''!
Não valeu a pena eu ter comido, primeiro porque eu acho que a torta não era assim tão boa, pelo menos para mim, não vi nada demais que merecesse a possibilidade de um repeteco, segundo acho que eu não estava com tanta vontade assim de um doce, então vi naquele momento que se eu não tivesse comido seria a mesma coisa. Não senti aquela satisfação que o doce sempre me trazia!
Não me senti culpada nem nada do tipo, apenas foi indiferente.
E ai no fim me senti livre! Livre de uma vontade que eu jamais imaginei que pudesse ficar.
Pois bem veio a pascoa e esse ano eu não ganhei nenhum ovo, o único chocolate que comi foi uma nha benta da kopenhagem e so...e querem saber nenhum frenesi, nada, foi tipo normal!!

Eu achei que quando eu comece um doce novamente, que eu ia ficar tipo: Oh meu Deus como é bom! Oh meu Deus não posso viver sem isso! Oh meu Deus isso é a melhor coisa do mundo! Mas sabe eu não  senti nada.
No retorno com a nutri menos 7 quilos, hoje ja menos 2, totalizando 9 quilos, e vamos seguindo rumo a meta.
No feriado do dia 01/05 eu fui dar uma volta no shopping e la abriu um quiosque do tal sorvete tailandês, esse eu quis parar para tomar um, ver como é, e querem saber foi bom, foi gostoso, foi normal!
De repente me sinto como eu tivesse ficado normal, sem aquela ansiedade louca, e olha que ansiedade tem sido meu nome e sobrenome com a proximidade da prova Iron Man do meu marido agora no fim do mês.
Mas mesmo assim, tenho conseguido manter meu foco, e aprendi a dosar as coisas, mas o fato de conseguir me libertar do açúcar desta forma como tenho seguido tem me dado uma sensação de cura. E acho que deve ser a mesma sensação que um usuário de drogas sente quando se vê livre de verdade do vicio!
É uma sensação de liberdade e paz!
Uma sensação unica, capaz de mudar o dia da gente!
Me sinto bem, me sinto em paz pela primeira vez em passar em frente a uma vitrine de cafeteria ver todos aqueles bolos e não sentir uma compulsão enorme...

Ver as pessoas comendo suas sobremesas dividindo a mesma mesa comigo e eu tomando minha agua ou meu cafezinho.
Me sinto diferentemente bem!!
Então pra vocês bjucas soOonhadoras e diferentemente boas!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Porque as pessoas sempre esperam uma reação negativa?

O titulo desse post foi a pergunta que me fiz por muitos dias e eu não consegui chegar a uma conclusão, o porque dessa pergunta eu conto a seguir:

O meu trabalho fica em uma rua de sentido único, embora seja uma rua curta, mas a que antecede ela é bem longa e por ela ser a via principal de acesso a alguns locais e bairros específicos o trafego nela é abundante o dia todo mas no horário da manhã, almoço e fim de dia, são os mais extremos, portanto dar a ré com o carro se torna algo muito estressante, porque os carros que vem nesse sentido estão sempre correndo, uma velocidade desnecessária ao meu ver ja que a rua é muito estreita e possui alguns pontos de estacionamento o que deixa ela ainda mais estreita.
Acontece que quase sempre ao dar a ré para sair, dificilmente olho a minha direita, uma por saber que a via é de sentido único, e outra porque se eu precisar parar por alguns minutos entre a calçada e a rua a fim de ter espaço suficiente para a manobra até eu sair se houver algum pedestre ele pode passar pela frente do carro ( o que convenhamos é o correto a fazer se vemos um automóvel dando a ré, temos que dar a volta pela frente e nunca por trás correto?).
Acontece que dia desses eu nessa missão de conseguir dar a ré com meu carro, devido ao fluxo precisei parar até que fosse seguro continuar, e nesse dia como em todos os outros isso é coisa que leva uns minutos, e quando eu digo leva minutos é minutos mesmo, coisa de 3 a 7 , porque eu juro, ja marquei. É que a oportunidade sempre aparece quando o semáforo que antecede a minha rua  que fica a uns 400 metros antes dela fecha, e ai consigo fazer a manobra, porque o fluxo diminui.
Bem voltando, estava eu dando ré e tive que parar, e fiquei olhando o tempo todo para a esquerda, de onde vem o fluxo, aguardando o melhor momento para a saída, ao que escuto um ''bum'', percebi que o barulho veio da frente do carro, voltei o rosto e vi um rapaz passando pela frente do meu carro, com uma cara feia e me pareceu muito bravo, com certeza ele deu tapa no capô, e nesse milésimo de segundo eu percebi porque ele estava bravo, e falando : ''precisa olhar pro outro lado'', ele queria passar pela calçada e eu estava meio em cima meio fora, então abri meu vidro, coloquei um sorriso sem graça no meu rosto, e disse:
''mil perdões, eu não queria te atrapalhar, você tem razão eu deveria ter olhado, é que fico tão atenta por uma oportunidade de conseguir sair com o carro e como eles só vem de la(apontei na direção) me esqueço que de cá(apontei na direção) pode vir pedestre, desculpe mesmo de verdade!''
A surpresa no rosto dele foi visível, naquele momento percebi que ele não esperava que eu assumisse ''meu erro'', e muito menos fosse educada, e quando eu fui com ele o peguei desprevenido, ele então me sorriu e respondeu: ''não, tudo bem!!''.
E acho que ele percebeu que como ele passou pela frente do carro e estava tudo bem porque de fato eu não tinha atrapalhado o caminho dele, a unica coisa foi que em vez de passar pela calçada ele passou um pouco acima pela frente do meu carro, e isso não mudou e nem prejudicou ele em nada.
Mas o que deixou mesmo sem compreender foi ver que ele esperava de mim um outro tipo de reação, e confesso que era bem provável eu ja ''descer do salto'', mas não sei  o que me deu, foi um misto de serenidade e compreensão, onde consegui me desculpar por estar errada, embora eu ache que eu não estava, mas enfim.
Sera que ha tanta gente mais maldosa ou estupida que as legais surpreendem???
Fica aqui a questão!

Bjucas soOonhadoras e cheias de interrogações pra vocês!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Na contagem regressiva para a grande prova de triatlon.

Pois é contagem regressiva....quando tudo começou em maio do ano passado após a inscrição pro Iron parecia um longo tempo a ser percorrido, afinal teríamos um ano pela frente.
Bem, hoje temos pouco mais de 30 dias.
Estou tentando não ficar ansiosa, é uma parte delicada do processo, é como mexer em ovos de cristal, todo cuidado é necessário e não é pouco.

Dia 25 de março, houve a Toughman em Paulínia, uma prova dura, com um tempo bem quente.
meu Triatleta fez a prova em 5:17 hrs, para um amador foi um tempo fantástico.

Saiu bem, super inteiro e ainda teve pique para se reunir com os amigos pra um almoço de comemoração.
Foi bem bacana pois pela primeira vez a mãe dele pode estar presente junto com a irmã e viver de perto um pouco da emoção que vivo em cada uma dessas provas e poder dar a ele o abraço no fim, eu tenho certeza que pra ele foi muito importante.
Agora estamos no processo de treinos extensos finais, treinos de bike longos e fins de semana exaustivos.
Na contagem regressiva mesmo
Nesse meio tempo tive que ser forte suficiente para manter o relacionamento que inevitavelmente sofre muito com tudo isso, foi preciso paciência e também aproveitar cada migalha que me era  dado.
Como trabalhamos juntos, e estávamos sempre juntos pra tudo, por 24 horas por dia, não te-lo como sempre foi difícil até porque muitas pessoas podem achar esse tipo de relacionamento sufocante, mas eu acho especial, além de  marido e mulher, somos melhores amigos e parceiros, e quando eu fiquei sem um nesse meio tempo, na verdade fiquei sem todos....Mas crise vencida com um pouco de sabedoria e paciência estamos aqui rumo ao Iron em Maio.
Até la ha muitas emoções!!!

Bjucas intensas pra vocês.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma visitinha especial.

Ha uns meses mudei meu endereço de trabalho em busca de uma melhor qualidade de vida e facilidades, trabalho no bairro onde moro a 600 metros da minha casa.
Então fora toda aquela rotina tão habitual dos bairros que nada se parecem com centro da cidade, além da possibilidade de andar de a pé até minha casa para almoço e retorno no trajeto fiz varias novas amizades, e eu não estou falando de gente.
Tenho minha filhota de 4 patas e essa mudança de local também me proporciona varias vezes que eu possa traze-la a ficar algum período comigo ou pela manha ou pela tarde.
Mas eis que outro dia estava com a porta aberta recebendo um cliente e de repente vi um rabinho branco entrando pela porta, roçando pela parede e chegando ate minhas pernas embaixo da minha mesa.
Fiquei encantada com bichano branco que viu aqui uma oportunidade de fazer novos amigos.
Ele entrou, estou escrevendo ele mas não fui verificar os documentos para ter certeza, só para constar ne, vai que qualquer dia descubro que se trata de ser uma menina, mas enfim, ele entrou deu uma boa xeretada pelo ambiente, viu a cadeira  e não teve reservas, apenas subiu e ficou aqui num longo e gostoso cochilo por horas, pois ele chegou bem de manha por volta de umas 9 horas e so foi embora após as 13.
Não me deu trabalho nenhum, e ficou aqui de companhia comigo, como a cadeira é bem na frente da minha mesa as vezes eu dava uma espichadinha e ja era possível ver a bolota branca nos braços de Morfeu sem nenhuma cerimonia.
Depois quando ele acordou oferecemos água, o que ele não recusou e apos beber o suficiente para se hidratar, deu uma volta por nossas pernas e voltou para sua casa, que segundo meu marido fica a uns 50 metros daqui na mesma rua.
E hoje estava eu aqui tranquila e eis que o branquelinho deu o ar da sua graça de novo, e nesse momento que escrevo ele esta ali ja na sua cadeira cativa, como da outra vez, ele entrou e se aconchegou, porem hoje deu um passeio bem maior pelo escritório todo, deduzi que ele estava em busca de algo, lhe ofereci água, e ele bebeu muita estava com sede,  depois veio aqui pra sua cadeira, sim porque agora a cadeira ja é dele e nos braços de Morfeu se entregou novamente....As vezes por essas pequenas coisas de convívio com animais me sinto plenamente abençoada, ainda mais num dia tão apagadinho como o meu estava!!
Deem uma olhada nessa gracinha e me digam o que acham???



essas 3 primeiras foi da primeira visita e esta abaixo é de hoje!


bjucas soOonhadoras e tão cheias de paz como essa soneca.


quarta-feira, 21 de março de 2018

Esposa de triatleta!



Se me perguntam se faz tempo que meu marido é triatleta ja trato logo de dizer que não, essa foi uma nova etapa que ele iniciou ano passado em janeiro, de uma vida de corridas, ele decidiu que três maratonas ja haviam servido para ele viver todas as experiências na área da corrida e achou que era o momento de buscar mais e foi ai que tudo na nossa vida mudou.

Olha eu não quero aqui menosprezar os atletas profissionais, pois sei que eles treinam por horas e meses em busca de resultados surpreendentes afim de conquistar provas famosas e participar de grandes competições como olimpíadas por exemplo, porém os profissionais, vivem disso, é o tal do útil ao agradável entendem, eles trabalham com o treino e ganham pra isso, tem patrocínios, enfim, é uma realidade bem oposta dos amadores e por conviver com um desde do inicio sei bem das dificuldades que vem com toda essa mudança.
Os amadores são na maioria das vezes além de triatletas, médicos, mecânicos, advogados, professores, empresários, dentre tantas outras profissões existentes nesse mundo.

Então isso significa que além de dar conta dos treinos, eles tem que dar conta da vida profissional deles também,e por mais esforçados que sejam uma coisa sempre mexe com a outra não tem jeito, não tem saída, é bem complicado manter tudo funcionando 100%. E quando esse triatleta que também exerce uma segunda profissão que é a que garante o sustento do esporte dele também tem filhos e esposa?
Bem ai é que a coisa pega minha gente.
Porque o cara se desdobra, na verdade ele tenta, mas ha algo que sempre fica na espera, e geralmente somos nós as esposas,  portanto é preciso muita, mais muita paciência e admiração do parceiro para que as coisas fluam.
Quando se inicia o treinamento para uma das maiores provas existentes no triátlon como um Iron Man, é necessário todas as pessoas que convive com esse atleta diretamente saber que:
- O treinamento é longo, ou seja, começa uns quatro meses antes da prova e na maioria só tem um dia off na semana, isso no inicio.
- O treinamento se potencializa quando fica mais próximo da prova ainda, o que ja tomava conta de parte do dia dos treinos de bike em circuitos longos, acabam sendo mais longos.
- Adeus vida social, não estou dizendo que não da para ir em uma festinha ou outra, mas saiba que o atleta precisa sempre dormir cedo, todo dia, porque ha sempre treinos no dia seguinte, então é provável que certos eventos mesmo que familiares passem batidos.
- Apoio emocional é imprescindível, dos filhos, esposas, pais e até mesmo das namoradas.
- Investimento financeiro alto, por mais que se adquira coisas de segunda mão, tem um preço elevado.
- Cansaço é a palavra de ordem, desanimo nunca!
-A vida conjugal marido e mulher é muito abalada se a esposa for do tipo que não pratica nenhuma atividade física, eu digo isso, porque quando a esposa esta envolvida em alguma atividade física, que seja uma simples academia, ela também vai ter os dias de treinos, e então mesmo que sinta alguma ausência, vai ser menor do que aquela que no caso não faz nada do tipo. E agregando esse ponto pelo excesso de treino, é necessário algumas vezes ter que literalmente agendar um momento para os dois, nem sempre funciona, mas quando funciona é bem legal!
- Lesões, baterias de exames, remédios, fisioterapias, RPG, entre tantas outras coisas, sim faz parte da maioria da vida de triatletas, alias de qualquer atleta em qualquer especialidade.
- Nem sempre vai ter companhia pra dividir aquela cerveja e aquele vinho.

Acho que são esse alguns pontos. Mas o que eu quero mesmo salientar aqui, é que por exatamente os amadores ter todas essas divergências , que é exatamente por isso que eu admiro os amadores, é por eles estarem sempre tendo que se dividirem entre todas as outras tarefas de suas vidas, e ainda assim dar o seu melhor nos treinos, fazerem boas provas, e na maioria não é nem buscar um tempo mega power, mas simplesmente conseguir começar e terminar sem ''quebrar'', cruzar a linha de chegada e ter a resposta daquilo que eles  tanto buscaram, e ver cada coisa que foi sacrificada nesse meio do caminho que foi a força para que eles chegassem até ali. Eles não ganham podium, mas a satisfação de que cada vez que tiveram que acordar as 4:30 da manha obtiveram em resposta ali naquele momento, conseguindo finalizar uma prova inteiros sem nenhum contratempo físico.


Para as mães, esposas, ou namoradas que acompanham seus triatletas, é ver cada nova ruga aparecer e mesmo assim dizer para eles que estão ''inteirão'', é ver eles com marcas nas pernas por ter queimado nos treinos embaixo do sol por usarem a bermuda de ciclismo e não ter vergonha de ficar ao lado deles no clube, enquanto eles aproveitam meio período no sol pra ver se conseguem tirar o efeito napolitano.
É estar com a comida certa e regrada quando eles chegam varados de fome de um longão, é fazer massagens nos pés, passar pomadas pra dor, é ficar sempre pensando se a comida que ele ingeriu se foi suficiente pra repor o que gastou, é discordar da nutricionista e achar que a dieta ta fraca, procurando um melhor profissional. É tomar conta de tudo, para que eles tenham uma coisa a menos para se preocupar.
É passar a ser mãe e pai  ao mesmo tempo pros filhos, é aprender a tomar resoluções sozinhas, para poupar um gasto de energia seja ela qual for. É se anular, inúmeras vezes, aprender a dormir cedo, ter paciência na roda dos colegas que estão em treinamento com ele pois quando se juntam é só sobre a prova que tem assunto. É pesquisar circuito das provas, e verificar junto a ele o tempo aproximado de cada etapa para cronometrar cada  possibilidade de conseguir vê-lo em algum trecho da prova, ou em algum momento de uma das transições.
É ter palavras de incentivo para quando o cansaço, e o desanimo parecer estar chegando.
É não permitir nunca em tempo nenhum que eles esmoreçam.
É estar la com a câmera na mão tentando sempre registrar cada passo, gritando palavras de incentivo em cada oportunidade e torcer para que eles tenham ouvido.
E é fazer a prova junto emocionalmente, eu particularmente, sempre após todas as provas, fico tão cansada quanto ao meu marido, minhas pernas doem, aparecem bolhas no meu pé, e me sinto uma triatleta como ele, podem dar o nome de loucura, mas eu digo que é uma conexão de almas!
Logo que meu marido adentrou nesse mundo, ele ouviu muitas vezes: ''você é casado?'', e mediante a resposta positiva, ouviu como resposta: ''ja arrumou um advogado, ela não vai aguentar!''.
De fato não é fácil, eu assumo, me senti desprezada algumas vezes, me senti em segundo plano outras vezes, mas tudo fez parte de um processo inicial, depois disso as coisas se encaixaram, o orgulho tomou ainda mais posse de mim, e fico muito irritada quando percebo que as pessoas não entendem do que se trata o triátlon, principalmente familiares que exigem a presença constante e o envolvimento que antes era possível. So vai saber do que estou falando quem viveu algo semelhante, quem vive, ou quem convive com alguém que tenha um triatleta embaixo do mesmo teto.
Mas com toda certeza hoje tenho orgulho do rumo sobre isso, do exemplo que ele esta dando aos nossos filhos, não somente sobre esporte, mas sobre tudo o que vem acompanhando, como disciplina, respeito pelo seu corpo, sua mente, busca de metas, concretizações de sonhos, e no fim o alcance dos objetivos.
E ai mais alguém se identifica?


PS: Se preparem haverá muitos textos sobre o triátlon por aqui.
Bjucas soOonhadoras  e tão intensas quanto aos treinos de um triatleta pra vocês!!!

terça-feira, 13 de março de 2018

Um texto que terá inúmeras vezes a palavra disponível, disponibilidade e muitas outras variáveis dessa mesma!

Quando eu digo disponível, estou dizendo para toda e qualquer pessoa, seja ela pura e simplesmente amiga, seja ela um parente distante ou próximo.
Estar disponível para mim significa estar a postos para qualquer ser vivo que você conheça em qualquer momento de sua vida e da vida dela. Geralmente somos 100% disponível  a nossa família, marido, filhos e estendendo-se em alguns casos aos pais.
Os terceiros que seriam as pessoas que citei mais acima geralmente sempre ganha parte dessa disposição dependendo de cada um.
Eu sempre fui uma pessoa muito disponível dentro da minha família, e até para os amigos de uma forma geral, sempre estou disposta a ajudar de alguma forma, sempre coloco meu melhor em cada ocasião. Eu achei que fiquei assim depois de certa idade/maturidade, mas fazendo um levantamento mental cheguei a conclusão que isso me acompanha desde muito cedo.
Na época do colégio sempre estive muito disponível para as amigas, saia mais tarde de casa ou mais cedo conforme a necessidade de algumas delas, na verdade alguns dos meus horários eram feito em cima das possibilidades das amigas.
Eu era aquela que intercedia aos pais para o passeio no fim de semana, que chegava junto ao menino para dar uma de cupido, enfim, onde precisassem de mim eu estava la.
Então vejo que isso me acompanha quase que minha vida inteira e até ai ok, porque no fundo poder estar disponível é muito bom, quando a gente de alguma forma pode ajudar, opinar, aconselhar ou seja la o que a pessoa precisar.
O que acontece é que não sei bem o porque, alias até sei sim(mas aqui conteúdo para outro dia).... mas o fato é que eu meio que cansei de estar sempre disponível pros outros sabe, eu comecei a vibrar atras de outras coisas, buscando um outro estilo de vida, aproveitando agora que meus filhos não necessitam assim de tanta disponibilidade de minha parte e resolvi estar mais disponível para mim mesmo.
E é ai que entra o lado negativo dessa disponibilidade toda, é que uma vez sempre disponível, quando você opta por não mais estar, as pessoas, não veem com bons olhos, é como se estar sempre a postos fosse uma obrigação!
As pessoas não entendem que algumas coisas mudou dentro de nós, e que nossas necessidades também mudaram, as pessoas não entendem que  temos nossas vidas e que precisamos estar disponíveis a nós mesmo!
E o pior, por não entenderem seu novo ritmo, seu novo estilo de vida, o que estamos buscando, os julgamentos acabam ficando ainda mais severos.
O que estranho nisso tudo é a minha total falta de disponibilidade, de vontade em explicar, em dar um toque, em tentar fazer a pessoa entender o que esta rolando....
Me sinto acho que magoada, pela falta de sensibilidade dessas pessoas, umas tão próximas a mim, mas tão insensível a ponto de ver o que estou tão as claras deixando.
E assim sendo, chego a conclusão que ter disponibilidade é um dom, assim como paciência, assim como tantas outras virtudes que ou você tem ou não tem, a questão é que agora eu quero estar mesmo disponível para mim... para o meu marido, porque nesse caso eu quero mesmo do fundo do coração e porque eu sei que no fim o que sobra é nós dois!
E é por isso, é por estar sempre pronta a todos que quando a gente decide não mais estar que uma porção de coisa vem a tona, e uma mistura de sentimentos toma conta de nós.
Mas eu nada posso fazer a não ser aproveitar a minha disponibilidade para mim, pois a qualquer momento esse ciclo pode se fechar, e não tem problema se em algum momento eu perceber que preciso voltar um pouco a ser como eu era, é que agora para os demais eu so quero.....

....Ficar fora de serviço temporariamente.

Bjucas soOonhadoras e super disponíveis pra você que acompanha aqui.


terça-feira, 6 de março de 2018

Minha maquina veio a óbito!

É engraçado dizer não é? Que um equipamento veio a óbito, mas quando a peça fundamental que é o motor, para, quebra, não tem conserto da essa sensação de objeto morto!
Eu sempre tive um caso de amor com minha máquina de lavar e secar roupa, ha 10 anos atras quando a comprei foi um sonho realizado, com sucesso, com muita, mas muita satisfação mesmo.
Ela cumpriu o que prometeu nos panfletos de propaganda que eu li antes de  fazer a aquisição.
E foi assim paixão a primeira vista e amor por todos esses anos de uso, por isso sempre jogo aos 4 cantos do universo, se ha dois tipos de eletrodoméstico que não da pra ficar sem de forma nenhuma, é a lava e seca roupas e a segunda paixão é a panela air frayer...mas essa da panela como ainda esta vivinha da silva deixa pra outra hora sua historia!
Voltando ao fato da lava e seca, após 10 anos me dando tudo o que me prometeu, uma mangueira soltou dentro dela, molhou o motor e esse não resistiu, a visita técnica só veio confirmar aquilo que o cheiro de queimado ja tinha nos contado, fiquei triste, minha amiga companheira de tantos anos e desafios me deixou.
Mas o técnico me ofereceu a  possibilidade de um transplante, me prometendo que a troca do motor faria ela ficar novinha em folha!
Olhei pra ela, e perguntei qual era o tempo de garantia do orgão novo, e ele me ofereceu 90 dias de garantia e a troca de um ''orgão''(le-se aqui motor) novo me custaria R$ 880,00.
Falei que ia pensar, entrei na internet e pesquisei, a minha amiga ja estava fora de linha ha uns anos, outras irmãs mais robustas estavam no seu lugar, agora, ela que tinha sua capacidade para 8 quilos, ficou defasada a menos capacitada hoje lava 11, e vocês devem me perguntar mais e o preço? Bem o preço R$ 2.699,00, claro se comparado com a troca do ''orgão'' novo a diferença é boa, mas foi a garantia oferecida que não me agradou, pois a nova me oferece uma garantia geral das peças por um ano e o motor assim como minha finada de 10 anos pela fabrica!!! A minha amiga pela qual estava eu enlutada completou 10 anos ano passado em abril e viveria muitos mais não fosse a água que caiu dentro dela, oxidando tudo por onde passou.
Devem me perguntar se ela não deu sinal do mal que estava sofrendo.... pois se deu amigas!!! deu sim, alguns dias antes eu percebi que estava saindo um pouco de água por baixo, mas ha um histórico anterior para eu não ter dado bola pra ela... vejam bem, ha uns 5 ou 7 anos atras, ela começou com os mesmos sinais, vazando uma aguinha aqui e outra acola, vez ou outra em alguns momentos do funcionamento, me preocupei, chamei o médico, quero dizer o técnico, após um check up completo, o diagnostico foi '' não ha nada de anormal, não ha mangueiras furadas ou soltas, nada que confirme o vazamento, a não ser a água mesmo''! E eu incrédula, perguntei: '' mas e agora o que faço?''.
Ele me disse para continuar usando, e que se houvesse alguma novidade alem do vazamento para eu entrar em contato.
Querem saber? Desde então a bonitinha funcionou perfeitamente e  dias depois da visita, médica, quero dizer técnica parou de vazar água, voltando a dar esse probleminha nessa semana que passou e eu achei que era só um vazamentozinho sem importância nenhuma como da outra vez, mas não foi, minha ajudante maior não resistiu.
Então analisando os prós e contras, cheguei a conclusão que era o momento de dar a minha amiga o descanso merecido e que ao invés de dar a ela um ''orgão'' novo, seria ela a doadora de muitos orgãos para as amigas de linha na casa de  manutenção e reparos.
Na loja  em frente a nova irmã que substituiria  a minha ajudante, fiquei satisfeita em ver que de novo estava eu no momento de paixão, embora não muito diferente a minha amiga que me fez companhia, essa me da garantia de 3 quilos a mais e isso me deixou feliz!!!
Ontem foi hora de dar meu ultimo adeus a minha ajudante, a minha amiga lava e seca de 8 quilos, foi engraçado a sensação de tristeza que senti, foi como dar adeus a algo meu, depois pensei ''para de ser tonta é só uma maquina'', mas a gente se entendia como ninguém, e ela nunca reclamou por trabalhar 3 ou 4 vezes no mesmo dia, e muitas vezes quando fui me deitar ela permaneceu fiel ao seu circuito de secar para quando eu acordasse a  roupa estar pronta....enfim ela se foi, vazando um liquido acinzentado....marcando todo hall que eu tive que limpar depois.... deixando seu ultimo sinal....dali da porta dei adeus!!!
Hoje recebi a nova amiga, a instalação sera feita na quinta, espero que nossa relação seja tão linda e duradoura como tive com a irmã mais velha dela...porque minha vó ja dizia que não queria empregada porque ela tinha uma lavadora, e eu compartilho da mesma opinião.... e quando vejo alguém comentando que sua maquina de lavar quebrou sinto no fundo da alma, porque gente se tem uma coisa que ninguém merece é ficar sem maquina, eu sei que ha muitas outras coisas importantes, mas quando vejo uma mãe de família com aquele batalhão de gente dentro de casa, entre eles muitos garotos tenho até arrepio.
Logo quando quando casei eu não tinha maquina e lavar roupas foi um tormento, ai quando deu ganhei meu primeiro tanquinho aquele que esfrega mas não centrifuga, depois de uns 7 anos  de casada ganhei minha maquina e na época o tanquinho me quebrava uma arvore , e para ajudar eu morava em casa com quintal então por mais que a roupa não esteja 100% torcida no varal embaixo do sol a pino ela seca rapidinho, mas dentro do apartamento, onde a área de serviço não pega sol, não restou muita coisa a fazer a não ser comprar uma lava e seca e foi a melhor decisão que tomei para mim mesmo, agora estou aqui ansiosa para começar essa relação com minha nova ajudante...espero que ela esteja preparada, porque haverá roupa de 10 dias para ela conseguir dar fim junto comigo...............Mal posso esperar para apertar os novos botões.
Mas alguém ai é assim também? Tem esse relacionamento com suas ajudantes eletrônicas???

essa é falecida...ou melhor dizendo a falecida era idêntica essa!!



essa é a nova integrante.

Bjucas SoOonhadoras pra vocês e bem companheiras como foi minha amiga ate então!!


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O que é ser velho, ou ser novo? Qual a diferença?

Viver é um eterno aprendizado sobre tudo nessa vida, em questão de alguns anos mudamos muito do que fomos, do que achamos, mantemos algo de essência e valor entre uma coisa e outra, mas com certeza as mudanças ocorrem.
Falo por mim que sempre tive uma concepção bem diferente com relação aos meus filhos, principalmente com o que diz respeito aos relacionamentos futuros deles.
Por mais que eu tenha vivido toda a fase de namoro com eles, eu sempre ''sonhei'' para eles o tipo de relacionamento perfeitinho....sim minhas queridas, eu, ha uns anos atras, nunca, jamais aceitaria menos que o ''perfeitinho'' pros meus filhos, e podem dar a isso o nome que quiserem, amor, zelo, mas eu prefiro chamar hoje de uma grande bobagem.
Porque com o primeiro namoro do meu filho mais velho que se encaixava perfeitamente no perfeitinho que sempre sonhei levei minha primeira lambada, sim de perfeitinho não teve nada, além de um término frustado pro meu filho, alguns dias de sofrimento, onde todos nós de casa estivemos envolvidos.
E depois veio o amadurecimento e as lembranças que me fez ver que eu ja havia passado por aquilo, o pai também, e todo mundo no mundo passa, ou seja, tipo de sofrimento que a gente quer polpa-los, mas ha um limite que não vemos de onde queremos ir e até onde podemos ir, é uma linha bem tênue e quase imperceptível.
Após o primeiro baque  sofrido, lembramos que era preciso prosseguir, e no fim o que conta é que a gente quer ver o sorriso no rosto de nossos pimpolhos de novo.
Não demorou muito ele me apareceu com a namorada nova em casa, ok eu confesso, na primeira vista ela não se encaixava nem de longe no que eu sempre busquei pra ele. Percebi nesse momento que eu tinha vários preconceitos com algumas coisas, como o tipo de liberdade que ela possui dentro da casa dela, tanto pela calma em finalizar os estudos que ela apresentou e apresenta,e até com o palavreado e a forma descolada que ela conversa.

Ok, passado o segundo grande baque, me contive em bater de frente, me contive, porque cheguei a plena conclusão de que a gente não sabe nada sobre a vida,  e muito menos sobre as pessoas, e que nosso, ou melhor meu sistema de julgamento se é assim que posso chamar esta a anos luz de distancia de uma perfeição.
Claro que tenho muito claro e estabelecido comigo meu sexto sentido, meu olhar maternal, e procuro sempre dar muita vazão a esse tipo de energia que emana  de dentro de mim, se tem uma coisa que aprendi foi me ouvir e isso também contribuiu imenso para a minha mudança pessoal, e me tornar o que sou hoje principalmente como mãe.
Embora essa  segunda namoradinha não se enquadre dentro dos padrões que eu achava ideal,  colocou no rosto do meu filho um sorriso enorme, e vejo a felicidade estampada no seu olhar, então até aqui esta tudo certo, tudo caminhando, porque no fim é isso que conta né.
Ai vem a vez do mais novo, certa vez, um tempo atras ele me  dizia que se achava meio ''estranho'' porque até na missa eu tinha o pai ao meu lado o irmão a namorada e ele sozinho, expliquei que era parte do pacote em crescer e que chegaria um dia que ele também teria um par.
Acontece que tento ser participativa, incentivo encontros, levo as festas e busco, sempre procurei ser legal dentro dos meus limites, porém com ele algo sempre foi diferente, ele nunca conseguiu firmar um relacionamento um pouco mais sério como o irmão, as garotas saiam com ele uma, duas vezes, e então não rolava mais nada, ok que por ele ser novo ele devia mesmo era curtir essa fase do ficar, mas nesse ponto eu não sei o que acontece com minhas crias, mas ambos falam sempre em relacionamentos sérios, até ficam, mas não demora e acho que ja quer levar a mocinha em casa, ai o negocio desanda.
Bem eis que ano passado, apareceu no nosso condomínio uma moça de 24 anos, tia de um dos amigos, bonita, legal, simpática, topava jogar bola e video game, uma moleca no corpo de uma  mulher.
Meu filho mais novo, hoje com 17 e na ocasião com 16, desde muito pequeno foi o tipo de garoto que sempre se deu bem em participar de qualquer atividade, e eu dizia entre mamando a caducando, porque os meninos bem mais novos batiam na porta de casa chamando ele pra jogar uma bola, como os de mesma idade, como os mais velhos, apelidamos ele uma época de politico, porque se entretinha com todos, e não é porque é meu filho, mas não ha quem não goste do garoto, de um sorriso expressante de luz e cheio de vida tem assuntos diversos, e pode participar sobre qualquer roda de conversa sem parecer ignorante....
Mas voltando que não vou ficar rasgando seda pra ele né.... essa tia, que virou amiga, começou a aparecer com certa frequência la no condomínio, todos os dias, no fim da tarde durante a semana porque trabalhava, e de fim de semana ficava quase que o fim de semana inteiro por la.
Chamava os meninos pro cinema, e quando eu digo meninos era toda a galera incluindo os sobrinhos, era de fato uma moça doce, porque obvio eu fiz questão de conhecer....
Porém eu senti meu filho demasiado interessado na presença dela e comecei a comer pelas bordas, e ai colhi as informações de que sim, ele gostava dela, e de que sim, eles trocavam mensagens (as quais eu verifiquei do que era a pauta do assunto, e nada que ultrapassasse coisas de namoricos, como: ''estou com saudades'', ''você vem hoje?'', ''podemos ir na sorveteria?'' nada demais.
E foi ai que soube que ela tinha um namorado, mas me perguntei onde o namorado andava quando nos fins de semana ela passava parte do dia com os garotos, resolvi que precisava conversar com ela e foi isso que fiz, subi um dia na quadra chamei ela pra um bate papo, expliquei que sabia das coisas e conversas, que meu filho havia me dito sobre os sentimentos e que eu sentia que de certa forma um tipo de esperança ela havia dado a ele.
Conversa vai....conversa vem, ela me confidenciou que estava muito atraída pelo meu filho, que ele é muito maduro pra idade dele, diferente até mesmo dos sobrinhos que não possuíam  conteúdo para conversas inteligentes entre duas pessoas,que conversar com eles era algo chato.
Eu respirei fundo, e fiz de conta que estava ouvindo a coisa mais natural da vida, não que não ache meu filho inteligente, mas assusta ouvir isso de outra pessoa que esta com uma visão diferenciada, não quis ser indelicada mas precisava perguntar sobre o namorado, e se ela tinha uma certa noção sobre as coisas que incluiriam ela ter qualquer tipo de relacionamento com meu filho, ele um adolescente estudante e ela uma mulher com trabalho  e formada.
Eu fui clara disse a ela que não achava saudável, e que ela sendo mais velha, deveria se sentir estranha com tal possibilidade, ela me respondeu: '' tudo que tiver de ser, sera, hoje, ou amanhã, se eu tiver que esperar eu espero!''
Garanto que eu devo ter ficado branca na hora, mas mantive a postura e respondi: ''olha a sociedade não vai ver com bons olhos entende, a diferença de idade é grande, e enfim, ele não é nem mesmo responsável pelos próprios atos, embora seja maduro como você diz, mas perante a lei e sociedade ele é só uma criança, e eu gostaria que você se afastasse dele''. Eu coloquei toda a culpa na sociedade, mas na verdade hoje eu assumo era tudo eu quem achava cada uma daquelas coisas!
Ela me respondeu que eu tinha razão, mas que a sociedade era muito equivocada e se fosse o oposto, se fosse ele a ser mais velho que ela a sociedade não veria mal nenhum. Naquele momento eu vi que de fato ela tinha razão, mas não concordei, seria voltar atras e isso eu não ia fazer e então ela prosseguiu me dizendo, para que eu não o proibisse de sair, que as ferias estavam acabando e que logo a rotina de todos voltariam ao normal, e que ai de maneira bem sutil ela iria se afastar e que isso seria menos doloroso para ambos, ou para ele.
Eu concordei, fui pra casa e conversei com meu marido,e nesse momento cheguei a conclusão que sempre vivemos num mundo lotado de preconceito de muitas formas de muitas coisas!
Bem o tempo passou e a danadinha fez o que prometeu saiu da vida dele tão sutil quanto falou, e eu fui grata porque não vi no meu filho nem um sinal de sofrimento, saudade as vezes, mas não sofrimento.
Passou o tempo e eu vendo meu filho tentar muitos encontros com as garotas da idade dele, mas nada dava certo, levava um bolo atras do outro. Um dia enquanto ele me ajudava recolhendo as roupas eu perguntei se ele longe de nós era muito chato com as garotas, porque ele marcava encontros e ai um dia antes eles eram desmarcados um atras do outro com garotas diferentes, perguntei se ele ficava muito no pé, afinal ca entre nós o cara é bonito, bom papo, gosta de praticar esporte, inteligente, bem humorado, gosta de ajudar, então tipo na minha visão eu na idade dele gostaria de conhecer um mocinho como ele.
E ele me disse que as garotas da idade dele são muito superficiais, fica em cima de  status, medindo os garotos em cima da marca de roupa ou calçados que se usa, me disse que as meninas da idade dele curte sair com a galera pra fazer as coisas erradas como beber, fumar, baladas, e ele curte cinema, andar de skate, bicicleta, fazer uma caminhada, trilha e stand up, jogar video game ou volley na quadra do clube, e então por isso, ele não conseguia passar da fase de combinar encontros...
Expliquei que as meninas amadurecem, mas no fundo estava espantada por ver que muita coisa ainda permanece como era, e até mesmo em estado piorado,e comecei a pensar quando foi que as mulheres que sempre foi dito que amadurecem antes mesmo dos garotos, deixaram para traz, pra se tornarem seres tão superficiais?
 No fim do ano passado fui busca-lo na saída de uma gincana e na porta vi as meninas saindo, era tanta maquiagem no rosto, que com certeza cheguei a conclusão que elas devem ter mais maquiagens que eu em casa, na verdade que elas ja haviam usado mais maquiagem do que  eu na minha vida toda com certeza, e isso era meio dia, e elas haviam chego la as 7 da manha, ou seja, a que horas essas criaturas acordavam pra se maquiar daquela forma? Comentei com meu filho, e ele disse: ''você não viu nada, em dia de educação física, elas chegam pra aula de um jeito, todas maquiadas, apos o almoço para não correr o risco da maquiagem se desintegrar com o suor, vão limpar o rosto, quando voltam nem parece as mesmas meninas, a gente até confunde!!''.
E eu percebi de novo que eu não estava sabendo nada do que estava rolando nesse mundo teen dessa era!
Bem após alguns encontros frustados, meu filho estava mais tranquilo levando a vidinha dele de sempre, quando eu percebi ele demasiado animado para academia, ele sempre gostou, mas sabe quando você sente um ''q'' diferente, era isso que eu sentia, a animação dele ia além da possibilidade de ir malhar e ir fazer o Muay Thay, era uma animação quase palpável, até que um dia, um pouco antes das férias de fim de ano, entre uma conversa e outra no caminho de volta na academia meu filho mais velho veio com a noticia: ''mãe sabe aquela moça, assim, assim, assado, que faz Muay com ele?''
Eu respondi que sabia sim, e perguntei o que que tinha ela? A resposta veio assim na maior naturalidade:
'' Então o E. ta pegando ela?''

Pegando ela? foi a pergunta que saiu  de imediato, eu estava dirigindo, e soube naquele momento que se fosse em outras épocas teria freado o carro bruscamente e até podia ter havido a chance de um acidente, mas de dentro de mim veio uma calma surreal, eu sabia, quem era a moça, e eu sei o que é pegar na linguagem de hoje, eu acho que só queria ganhar tempo, e no fundo talvez estar enganada, ou com  a pessoa ou com o termo pegar.
É mãe, ficando! Meu filho quis esclarecer,  eu olhei pelo retrovisor e o sorriso enorme tipo do coringa sabe, atravessou o rosto dele de orelha em orelha, e eu disse:

Ela é um pouco mais velha que você, não é?
kkkkkkk(foi a gargalhada do meu filho mais velho) mais velha?? Fala ai E. pra mãe a idade dela!
- 28! -
Eu respirei fundo, na verdade eu não imaginava que ela tivesse mais que 22 , carinha de nova, faz Muay thay, esta sempre com a moçada na academia incluindo meu filhos e os amigos da mesma idade, ouvir 28 anos me assustou afinal ele ainda tem 17 e so completa 18 no fim desse ano,mas isso me fez ver como julgamos as pessoas sem conhecer, pelo o que vimos de fora, deduzi pra ela uma idade em cima das coisas que tinha acesso.
O resto do trajeto foi em silêncio, acho que ambos sabiam que eu precisava de um espaço, cheguei em casa e fui pro banho ao que em alguns minutos eu la lavando minha cachola pra esfriar e tentado ver como proceder, meu marido veio me perguntar:
'' Você viu que seu filho esta saindo com uma mulher velha?''
E dai? foi o que respondi. Ele me olhou no minimo espantado e disse que eu estava mudada, se fosse em outra época tinha entrado arrastando ele pelos cabelos, feito um escândalo e tals.
Eu respondi que estava analisando e que não tinha nada definido que ia ver o que ia fazer, porque nosso preconceito é tanto  que querendo ou não, nem sempre agimos de acordo.
Eu remoí dentro de mim a situação, pensei em tudo que me foi possível, em todas as atitudes cabíveis ou não, pesei muitas coisas, me agarrei em algumas e dispensei outras, tentei ver com outra forma, e cheguei a conclusão  de que nada que uma boa conversa não resolvesse a questão ou pelo menos colocasse as coisas bem as claras.
Fui pra academia e chamei a moça, falei pra ela que foi um choque, que era estranho para mim, e perguntei se não era estranho para ela, e ela me afirmou que foi quando tudo começou, mas acreditem ela me disse a mesma coisa que a outra sobre ele ser muito maduro pra idade dele, e eu fui obrigada a dizer que ja havia ouvido aquilo antes!
Enfim deixei claro o que eu achava, o que não significa achar certo nem errado, apenas desconfortável na minha visão e pele de mãe, mas que ficava feliz por não ser a ultima a saber,perguntei se ela estava preparada pelo tipo de preconceito que esse tipo de namorico pode trazer e ela disse que não se preocupa com a opinião das pessoas estranhas, mas que se preocupava com a minha opinião e com a opinião do pai dele, e que não queria causar desconforto. Cheguei a conclusão que não ia proibir nada, nem pedir que ela se afastasse, que ia deixar a coisa fluir, cedi um pouco de corda, fui clara no que ele poderia oferecer a ela no momento, e deixei claro que se não fosse o bastante que talvez ela devesse repensar e achei que com isso estava jogando um balde de água fria, mas foi um tolo engando, comentei com ele sobre a conversa e tive com ele a mesma mas em outro nível, e também nenhum efeito que pudesse finalizar tal relacionamento.
Mas de ambos vi uma vontade incrível de aproveitar esse momento, e até senti a leveza neles, quando de fato eles puderam se assumir, porque não ha ninguém mais que eles precisam se esconder, ja que ela é responsável por si, e nós que somos ainda responsável por ele, o apoiamos como pais, sem deixar que alguns valores se percam, afinal valores não estão ligados a idade, mas ao respeito, a criação e ao caráter de cada um.
Estamos tendo a oportunidade de conviver um pouco mais com ela aos poucos, e agora eu e  meu marido so queremos mesmo no fim saber quão maduro ele é, ou quão infantil ela possa ser a ponto de estarem assim tão feliz um com outro.
Eles malham junto, fazem a luta, andam de skate, jogam video game, e não vivem aquele frenesi louco de adolescente de ficarem se amassando até porque isso sempre aconselhei ambos que não é coisa que se faça.
Pode parecer estranho, mas de certa forma me sinto tranquila, e vejo que os maiores obstáculos desse relacionamento quem vai ter que ultrapassar cada barreira serão eles, meu papel é estar aqui, aconselhando, e a disposição pro que precisarem e quando precisarem.
Fora isso as vezes uma coisinha ou outra tenta tomar meu pensamento, mas respiro fundo, analiso e se percebo um fundo de preconceito ja não dou enfase, despacho logo e trato de seguir em frente, porque eu não sou perfeita e nunca serei e não posso exigir que ninguém o seja, apenas estar a disposição para meus filhos em todos os momentos que eles permitirem que eu faça parte, eles sabem que estou aqui pro que der e vier, mas eu sei que não é pra tudo que eles me querem colada no pé deles!
Mas minhas mãos estarão aqui para pegar na deles sempre que possível!
bjucas soOonhadoras e cheias de aprendizado pra vocês!!!





segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Vencendo um vilão, ou será uma vilã? De nome açúcar!




Não é mais um papo de quem esta de dieta, até porque eu ja sei bem a diferença entre dieta e reeducação alimentar e eu me enquadro nessa segunda opção hoje.
Eu me lembro aqui em um post antigo meu, onde falei sobre uma artigo que eu li, onde uma artista famosa oferecia ao seu filho uva passa, e o filho achava que aquilo era bala. Na ocasião eu não entendia muito bem, o porque uma mãe não podia de vez em quando oferecer ao seu filho um doce, um pirulito ou uma inofensiva bala que fosse.

E pensei assim 40 anos de minha vida, 40 anos e uns meses pois a singelos 10 dias  estou sem consumir nenhum tipo de alimento que contenha açúcar, a não ser frutas que tem açúcar na sua forma original, nada de refinados, orgânicos ou qualquer outro tipo de adoçante dietético de nenhuma especie.
Sempre fui uma pessoa que gostava muito de doce, qualquer um, e sempre dizia se tem açúcar ja esta bom.
Eu não tinha noção que era uma dependente desse ingrediente, eu não sabia que para mim o açúcar era como uma droga, era ali que eu depositava todas as minhas alegrias e minhas tristezas, mas não sei ao certo, mas depois do clique que citei no post anterior, mudei minha visão e percebi o quão mal eu fazia a mim mesmo e o quanto estava equivocada com certas coisas.
A culpa sempre foi minha por não me permitir ter outras opções, na verdade eu nunca quis, acho que isso acontece com todo dependente, no caso do açúcar não era diferente. Me sinto mais poderosa agora que percebi que eu era uma pessoa doente pelo doce!

Na verdade os dois primeiros dias foram mais complicados, e os últimos 3 agora estão sendo meio chatinhos, porque estou na fase pré menstrual o que acaba fazendo nosso corpo querer um docinho, mas estou sobrevivendo bem tranquila.
Controlando minha ansiedade e conseguindo dominar minha mente, com pensamentos entusiastas, e cada doce que recuso eu penso na sequencia: ''um chocolate'' mais próxima da minha meta, ou '' um brownie mais próxima da minha meta'', ou ''um sorvete'' mais próxima da minha meta...,e por ai vai, assim recusando doce por doce uma sensação de vitoria toma conta de mim.
Hoje eu sei que se a gente se propor, a gente consegue,somos todas capazes.
Tem gente que diz que tem de ser aos poucos, se você come todos os dias, corte aos poucos, na primeira semana coma por 5 dias, na segunda coma por 4 , na terceira coma por 3 e assim ate chegar na semana que não comera nenhum.

Mas eu não!, eu cortei mesmo, logo no primeiro dia que me propus, me lembro que um dia antes passei na padaria, comprei um sorvete e tomei ele, pensando durante todo  tempo, você sera meu ultimo doce em muitos meses que se seguirão a frente!
E assim estou eu, aquele foi meu ultimo doce, em todos os aspectos... a e se estão se perguntando no caso dos cafezinhos, chás, se eu adoço com adoçante, a resposta é não, nenhum adoçante de nenhum tipo, café puro, purinho...Sucos, nem light, nem diet, que são cheios de açúcar com outros nomes, se quiser um suco, opte por um natural ou uma boa polpa com água apenas isso.
Tem uma garotinha que eu sigo no instagram junto com seu cachorro, e a mamãe dela filmou ela varias vezes lanchando um iogurte natural, desses que não tem nada de adoçante ou açúcar, a garotinha comia aquilo que se esbaldava e eu perguntava, como ela conseguia, hoje eu sei que é de pequeno que a gente aprende a trabalhar o paladar e sentir o verdadeiro sabor dos alimentos, eu aprendi, hoje também tomo meu iogurte in natura, não preciso por mel, não preciso por nada, quando muito uma granola, especial que também compro sem açúcar!
Ou seja minha gente de doce aqui mesmo só a vida e esta doçura ja tem me bastado por esses dias!

Grande bjucas soOonhadoras e doces, porém um doce sem nenhum açúcar eu garanto!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Me sinto como? Uma fenix!




Na ultima semana é bem assim que me sinto, alguém que pela primeira vez em muitos, muitos anos, começou a querer melhorar em alguns aspectos não pelos outros, mas por mim mesmo, pelo que eu posso atingir, pelas metas que posso conquistar, pelas coisas que posso atrair para mim e trazer a mim mesmo benefícios.
Por isso me sinto uma fênix, por longos anos fiz muita coisa pelos outros, mas nunca tive resultado que valesse a pena, porque por mais que eu desse meu melhor, eu não havia percebido que meu melhor eu so devo dar a mim, unica e exclusivamente.
Partindo do principio que por muitos anos uma coisa foi muito difícil para mim.... perder peso!
Tive altos e baixos, passei por dietas, remédios, e ha 21 anos eu nunca tive um resultado ótimo, nos últimos anos eu tive alguns bons resultados, mas não era o resultado que eu queria, eu estava em busca do resultado que meu marido gostaria, que a mídia ditava, mas para mim no fundo estava bom como estava, nunca tive falta de amor próprio, e nem tive neuras, sempre me aceitei bem, e nunca deixei de comer um doce por causa de dieta.
Mas eu não sei, descobri uma nova nutricionista, passei numa consulta, e de la sai com um clique!, Foi como se a conversa com ela tivesse ativado uma chave dentro de mim, que ninguém nunca conseguiu ativar, ou não sei se eu nunca havia permitido também!
Mas enfim, depois da consulta sai determinada a mudar meus hábitos, até porque ela não me passou uma dieta, ela me passou uma lista para me orientar, e em nenhum momento da consulta me disse não coma isso ou aquilo, apenas me disse  o que deveria evitar.
Faço academia desde 2014, nunca mais fui sedentária, pratico corrida, na verdade estou retornando depois de uma lesão. Então eu precisava mesmo era apenas acertar esse lance da alimentação, e pela primeira vez fiquei empolgada com o que me foi oferecido, sem remédios, sem restrições, apenas algumas dicas e uma alimentação mais natural possível foi o que recebi.
Eu sempre fui ''doçolatra'' nem sei se a palavra existe, mas essa era uma verdade que me acompanhava por anos, hoje comemoro singelos 4 dias, sem nenhum tipo de doce, nem açúcar, a não ser a que vem das frutas, pois eu comia no minimo um doce qualquer todo dia!
E me sinto extremamente feliz que nem consigo expressar o quanto!
E o melhor pela primeira vez estou em busca de perder um pouco de peso, mas penso nos benefícios que vou adquirir para mim mesmo, pela primeira vez não pensei nos terceiros, na verdade eu nem quero saber o que eles pensam.
Pela primeira vez coloquei metas para mim, e não quero de forma nenhuma 'burlar'' a mim mesmo, que era sempre o que eu fazia.
Pela primeira vez entendi a diferença entre dieta e reeducação alimentar.

Não tenho me sentido forçada a nada, mas tudo que tenho feito tem me trazido uma paz interior tão grande, uma serenidade.
Sei que leva alguns meses para me ajustar, pro meu corpo entender, e esta tudo bem, porque eu vivi muitos anos em prol dos outros e estou muito disposta a a viver muitos mais em prol de mim mesmo agora!!!
Tudo é possível, achar o ponto de equilíbrio, e fazer dar certo, basta querer e eu quero por mim!
E é de mim que estou tirando tirando toda força necessária. Ninguém vai fazer por mim, aquilo que so eu posso fazer!
Bjucas soOonhadoras e cheias de vida pra vocês.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

EDUCAÇÃO, ONDE COMEÇA E COMO?

Mais uma ano se inicia, e com ele tenho muito conteúdo que eu gostaria de compartilhar por aqui, vou tentar ao máximo me expressar por aqui ja que a troca de experiencias pode sempre trazer mais informação e informação nunca é demais!
Quando se fala em educação, ha um leque enorme onde essa palavra se engloba, pode ser a educação escolar, pode ser a educação social, pode ser a educação familiar, infantil e poderia ficar aqui por algum tempo até conseguir listar todos os tipos em que a educação se encaixa.
Mas vou partir do principio da educação daquela que chamamos de berço, e hoje em dia tem sido berço literalmente. Ta me acompanhando?
 Ja explico!

Acontece que quando um bebê nasce, muito do que ele vai ser, vai depender do que a ele sera ensinado no decorrer de sua vida até conseguir caminhar com sua próprias pernas e se expressar com suas palavras, e para chegar até ai, os pais são o caminho que o conduzirão.
Tenho dois filhos, rapazes na verdade, meu filho mais velho terminou a faculdade esse ano, olho pra ele ja com barba na cara e me orgulho o tipo de homem que ele se transformou, parte pelo que ele é, mas parte pela educação que recebeu em casa.
O meu filho mais novo, vai pelo mesmo caminho, não são porque são meus filhos, mas em uma analise geral e por conhecer pessoas que também tem filhos na mesma idade ou parecidas, sei que tenho muito do que me orgulhar.
Papel de pai e mãe não são nada fácil, a gente não tem manual de instrução, então a gente conta com os capítulos da vida alheia pra se guiar, para ter um parâmetro.
Geralmente nossos pais, e avós acabam sendo um ponto de referencia bem marcante.... alias eram, ha uns anos, para muitos papais de primeira viagem o ponto de referencias, são os pediatras, sim aquele medico que acompanha o crescimento, vacinas, peso etc. Um estranho que a gente escolhe, por indicação, por sorte, por simpatizar, por que cuidou do filho de sicrano e beltrano e é bom médico!
Não tenho nada contra, acho mesmo necessário, ter alguém de confiança para cuidar desses assuntos médicos, mas criação e educação, não é um assunto médico para terceirizar, porque esses profissionais não recorrem a terceiros para educar suas crias com certeza, fazem partindo do principio do que aprenderam, estudaram e muitos não fazem o que pregam.
O que quero dizer que os papais jovens tem achado com certa frequência que seus papais estão defasados no modo educação, que eles estão desatualizados sobre criação de crianças.
Digo isso, pois acompanho uma grande quantidade de mamães e papais de primeira viagem, e nos bate papo percebo que pais e avós nunca são consultados, ''estão velhos'', é o que ouço com mais frequência.
É certo que os tempos mudaram e a gente tem que se renovar, mas ha valores que acredito permanecer pela vida toda.
Hoje em dia a educação parte de que a criança deve passar parte do tempo chorando até cansar e dormir por conta no berço, isso vai ensinar que ele não vai ter colo a hora que quiser, e vai dar tempo pra mãe fazer algumas coisas do seus afazeres de casa.
Parto do principio que as crianças crescem e antes mesmo que a gente se dê conta se tornam moças e rapazes, e tudo o que a gente gostaria as vezes é que eles pedissem um colinho.
Vejo pais cansados e sem paciência, esgotados, o que ca entre nós no primeiro ano de bebê em casa é super normal.
O que ninguém nunca comenta é que isso passa, assim como tudo.Cada encanto de cada fase passa, e ai muda a magia do mundo entre pais e filhos.
Cada fase traz seus apertos, medos, erros e acertos, faz parte do ciclo.
Porém sou muito contraria as teorias atuais sobre como e o que, fazer com um bebê.
Me lembro que assim que meu filho nasceu, a minha vó o embalou em um cueiro ficou parecendo um casulo,
era exatamente assim que eles ficavam por dois meses quase ate estarem durinhos!!!

me ensinou como fazia, e ai de mim se não o fizesse, foi para mim uma das melhores coisas que minha vó me ensinou, a segunda coisa foi dar chá para meus meninos a partir dos 10 dias de nascido. Naquela época a pediatra do meu filho ja era contra as muitas dicas da vovó, mas entre ela e minha vó optei por ouvir minha vó e não me arrependi.
Enfim eu sei que cada um é cada um, mas sou grata aos ensinamentos que minha vó me passou, afinal ela pariu 10 filhos em casa, nunca precisou de médico lhe dizer o que fazer, os ensinamentos, a educação de uma mãe se passava de uma para outra!
Penso mesmo que chega a ser como em qualquer âmbito profissional, um administrador recém formado, mesmo que feito a melhor e mais atual faculdade nunca vai poder competir com aquele administrador que ja esta  ha 20 anos na empresa.
Dosar é a palavra chave, porém, deixar as dicas de criação de um filho para um estranho, que nunca me viu, mal me conhece é para mim algo assustador.
Vamos aprendendo, pais e filhos no dia-a-dia, dicas da vovó ou da mamãe são as melhores, pois além de terem visto a gente crescer, pode identificar muito de nós nos nossos filhos, e ajudar-nos ajustar muitas coisas com base nas referencias que elas conhecem, um estranho não sabe nada sobre nós, nossa historia, nossos medos,nosso desenvolvimento, sobre nossa educação, o que nos levou a chegar onde chegamos, a ser o que somos!


Bjucas soOonhadoras, com cheirinho de vó pra vocês!

Obrigada por me acompanharem!